Me lembro, que a mais ou menos 4 anos atrás, eu estava caminhando pelo departamento de artes cênicas, da UnB, e ali perto da mesa do porteiro um bocado de flyers de um espetáculo estavam em um montinho. "A Cartomante" no espaço cultural Renato Russo 508 sul, do Grupo Liquidificador. Achei tão curioso, um grupo chamado "liquidificador", fiquei com muita vontade de assistir, não me lembro exatamente a razão de na época não ter ido assistir ao espetáculo, mas me lembro que fiquei com isso na cabeça, eu sempre tive vontade de ter um grupo de teatro, e sei lá, fiquei pensando nesse tal de liquidificador.... Enfim, o tempo passa, e olha só por onde meu caminho foi cruzar... Hoje, estou aqui no Rio de Janeiro, fazendo a iluminação do próprio "A Cartomante" do mesmo Grupo Liquidificador. E aqui, hoje, eu quero escrever sobre eles.
O Grupo Liquidificador hoje em dia tem em sua formação, Fernando Carvalho, Iza Cavanelas, Karinne Ribeiro, Kael Studart e Fernanda Alpino. Esses cinco desbravadores e misturadores da vitamina punk pop, que brigam, discordam, se xingam, se amam, se batem, são amigos um dia, e se odeiam no outro, mas mais do que tudo são felizes ( como eles mesmo costumam dizer "Estamos felizes"). Mas é no olhar de um pro outro que você consegue ver aquela faísca, aquela coisa, que as pessoas tanto desejam ter, eles tem isso. Eles são, verdadeiramente, um grupo. Ontem em uma discussão calorosa em um bar em Ipanema, eu me senti plena, e muito feliz de poder ver essas cinco pessoas discutindo sobre seu passado, vendo os seus erros, e se abrindo plenamente para o futuro. Em uma brincadeira, disse que não sou e não quero fazer parte do grupo, disse isso porque eles cinco são O grupo, e não precisa de mais ninguém, de mais nada pra afirmar isso. Eu sou a Iluminadora deles, com o maior prazer, e o maior orgulho do mundo, digo isso de boca cheia.
Tenho uma admiração absoluta em cada um daqui, e todo dia aprendo algo novo, e todo dia vejo um novo caminho, porque eles me ensinam.
Iza, com o seu jeito meio mandona, é a grande mãe dos projetos, sabe de tudo, de todas as horas, de quando, de como e de onde as coisas vão acontecer, seu amor por isso é tão claro que tudo sempre acaba saindo como planejado.
Fernando, meio timido, meio calado. É um pai, cuida dos outros como se fossem seus tesouros. É possível ver em seu olhar cuidadoso e carinhoso com cada um, e como isso é importante pra ele. Também é o moço do dinheiro, tem tudo muito bem calculado, bem planejado e bem organizado.
Kael, espivitado, falador, elétrico. Pula pula pula. Alegria e raiva em uma pessoa só, comunicólogo por natureza, faz as coisas acontecerem! Desde o papel escolhido, a tinta que vai ser impressa, até o entregar. Kael é o filho mais novo, esperto, elétrico, meio estabanado, mais lindo, lindo demais.
Karinne, é resposta rápida, se contradiz em quase tudo mas é mente e corpo no aqui e agora, boêmiaXburocracia, eterna crise. Tem um pensamento incrível sobre o todo, uma insegurança que deixa ela mais segura. É a filha do meio, daquele jeito meio solitário,mais carente, e que traz uma força necessária!
Fernanda, é sanidade, acho que uma das mais sérias, tem uma propriedade de falar sobre as coisas, uma certeza da vida. Segura as pontas, traduz e seduz com seu olhar observador, atento a tudo. A Filha mais velha, que as vezes parece criança, mas logo arruma a postura, e arruma os irmãos para uma boa apresentação.
Isso de família é só uma brincadeira, aqui na verdade, em todo o momento eles trocam de lugar, são pais, mães e irmãos todo o tempo. Importante mesmo é que são uma familia, parece que se conhecem a milênios, parece que conhecem cada pedaço um do outro. Existe amor entre eles, existe energia entre eles, existe entrega entre eles. E em tudo deles isso transparece, são incrivelmente organizados, incrivelmente engajados e cada vez mais conscientes de tudo que eles fazem.
Isso tudo aqui é só pra dizer, queridos do Liquidificador, que é mais do que um prazer trabalhar com vocês, é uma honra verdadeira. E para dizer mais ainda que o nome de vocês já está fazendo história por aí, que vocês são pessoas importantes para a nova cultura brasilienses, é uma coisa tão louca e tão boa ver tudo isso de perto.
Isso é mais do que tudo palavras de agradecimento, obrigada por confiar a luz de vocês em mim, obrigada por me ensinarem tanto, obrigada por serem Liquidificador: Uma bela mistura de tudo, que dá tão absurdamente certo.
Vida longa a vocês! Vida longa as discussões calorososas! Vida longa a nós!
Estamos, estávamos e estaremos Felizes.
Merda!
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domingo, 1 de junho de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
o primeiro de muitos
Ontem, perto da abertura das portas do teatro Adolfo Celi para mais uma sessão do espetáculo Mundaréu da Cia. 2 Tempos, do qual eu estou operando a Luz. A Alice Stefânia, que é quem assina a direção do espetáculo, propôs um aquecimento energético para o grupo, para que estes pudessem se conectar aos seus personagens e etc. Lá de cima, da "cabine de luz", me bateu um desejo repentino de fazer o exercício junto com elenco. Perguntei se podia, e já fui descendo as escadas, tirei os sapatos e fiz o exercício como quem estava se preparando para entrar em cena.
Logo que acabou, voltei para o meu posto, já coloquei a luz de inicio do espetáculo, e pensei que "mas, eu não vou entrar em cena?".
E aí, me veio a idéia desse post.
Me senti no direito de fazer o aquecimento, porque tanto quanto aqueles bravos atores, eu dali a 5 minutos também entraria em cena. E não podia deixar a bola cair. Meus diálogos com eles se davam a cada acendida de foco, a cada apagada de luz, a cada troca. Eu estava em cena, dentro do espetáculo, tanto quanto eles. É ISSO! EUREKA, eu diria, se outras mil pessoas já não tivessem dito isso.
Uma coisa interessante, legal, empolgante, do processo do Afectos, é que eu, fisicamente, estarei presente dentro do espetáculo. Caminhando pela casa, acendendo e apagando as luzes, sabendo de cada detalhe, de cada cena, para que a luz, eu, e todos, estejamos ali respirando o mesmo ar. Estar presente desde o primeiro ensaio, e acompanhar o crescimento, nascimento, entendimento de todos sobre tudo, é também, colocar cada vez mais a luz em cena. Deixar de lado esse estereótipo da iluminação como um "manto sagrado", que só começa a fazer parte do espetáculo apenas no dia de sua estréia. Fazer parte, como iluminadora, desde o inicio me dá material, massa, cimento, e tijolo para que essa iluminação comunique tanto quanto palavras, para que ela expresse tanto quanto um rosto, para que, se fisicamente eu estarei presente, a luz também esteja.
Sempre desejei fazer parte de um processo assim,
e eu espero, que esse seja o primeiro de muitos.
Logo que acabou, voltei para o meu posto, já coloquei a luz de inicio do espetáculo, e pensei que "mas, eu não vou entrar em cena?".
E aí, me veio a idéia desse post.
Me senti no direito de fazer o aquecimento, porque tanto quanto aqueles bravos atores, eu dali a 5 minutos também entraria em cena. E não podia deixar a bola cair. Meus diálogos com eles se davam a cada acendida de foco, a cada apagada de luz, a cada troca. Eu estava em cena, dentro do espetáculo, tanto quanto eles. É ISSO! EUREKA, eu diria, se outras mil pessoas já não tivessem dito isso.
Uma coisa interessante, legal, empolgante, do processo do Afectos, é que eu, fisicamente, estarei presente dentro do espetáculo. Caminhando pela casa, acendendo e apagando as luzes, sabendo de cada detalhe, de cada cena, para que a luz, eu, e todos, estejamos ali respirando o mesmo ar. Estar presente desde o primeiro ensaio, e acompanhar o crescimento, nascimento, entendimento de todos sobre tudo, é também, colocar cada vez mais a luz em cena. Deixar de lado esse estereótipo da iluminação como um "manto sagrado", que só começa a fazer parte do espetáculo apenas no dia de sua estréia. Fazer parte, como iluminadora, desde o inicio me dá material, massa, cimento, e tijolo para que essa iluminação comunique tanto quanto palavras, para que ela expresse tanto quanto um rosto, para que, se fisicamente eu estarei presente, a luz também esteja.
Sempre desejei fazer parte de um processo assim,
e eu espero, que esse seja o primeiro de muitos.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Geração Nocilla ou Afterpop
"Consta que a matéria, os objetos, tudo o que vemos, são grumos, catástrofes ocorridas no espaço plano, neutro e isótropo que havia no Princípio. São as chamadas Catástrofes de Primeira Espécie. Quando um desses objetos é tirado de seu equilíbrio por algum agente estranho, inclina-se para algum destino imprevisível arrastando contigo outros circundantes ou muito longínquos, como uma fileira de peças de dominó na qual a primeira golpeia a seguinte. A isso chamamos Catástrofes de Segunda Espécie. O deserto, por ser plano e isótropo, é o lugar menos catastrófico. Salvo quando a quietude se rompe porque um escaravelho arrasta uma pedra, ou em uma dobra nasce uma erva, ou um álamo encontra água e cresce. Então, um marido, para aborrecer sua mulher, joga os sapatos dela à copa dessa árvore à qual, como ponto atrator, irão somando-se outra centenas de pares. E essa é, obviamente, também uma Catástrofe de Segunda Espécie." Nocilla Dream
"O horizonte não existiu até que uma pessoa se interpôs entre ele e o horizonte seguinte; a silhueta humana vertical sobre a horizontal definiu a primeira encruzilhada, o elementar cruzamento de caminhos que perseguem o cozinheiro quando ele joga os croquetes no óleo fervendo, dois homens de negócios que se apertam as mãos e fecham um acordo, o matemático que testa um sinal de igual entre duas equações. Até esse momento, o horizonte era atemporal, ingênuo e neutro, por isso os aviões, que carecem dele quando voam, parecem não ter peso e vão direto de um nada a outro nada, em um tempo sem imagem em seu correspondente espaço, por isso as bolhas da água mineral inauguram seu próprio horizonte em sua trajetória vertical até que a água se congela e elas ficam capturadas em estado fóssil." Nocilla Experience
Augustín Fernández Mallo
domingo, 4 de maio de 2014
Uma vez me pediram pra trocar uma lâmpada.
Dai vem o grande desafio da iluminação de um espetáculo que acontece em um espaço alternativo, só que não, porque se você for parar pra buscar no google "home lighting design", vão aparecer mil alternativas de coisas super interessantes de como iluminar a sua casa.
É bastante diferente do que ter que iluminar, sei lá, um corredor escuro no subsolo do conic.
Iluminar uma casa, tem que partir do básico, do simples.
Uma tomada, normal, suporta 4000w.
Baixei uma apostila de eletricidade básica.
Ontem, tava vendo videos no youtube sobre ligações paralelas, e como ligar uma mesma lâmpada através de dois interruptores diferentes. (tipo um no inicio, e outro no fim do corredor)
Eu já me acostumei a levar choques, e ter queimaduras.
Mas depois do afectos, além de iluminadora, eu também vou ser eletricista.
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domingo, 27 de abril de 2014
E se....?
Tem dias que eu me pego pensando:
"E se rolasse uma apocalipse zumbi, será que eu sobreviveria?"
E dai eu me pergunto de novo:
"Quem sobreviveria?"
Ando pensando muito sobre isso, até porque, essa coisa do cenário pós apocalíptico realmente me interessa. O apocalipse que mais me interessa é aquele em que a tecnologia superou o homem, e o forçou a explodir grandes partes do planeta, por causa de robôs mega ultra inteligentes que estavam construindo sua própria nação. Gosto de tecnologia, e odeio a ideia de viver um apocalipse a onde teríamos que voltar a viver como homens das cavernas.
ESTÁ ANUNCIADO O FIM DO MUNDO, DAQUI HÁ EXATAMENTE UM ANO ASTERÓIDES CAIRÃO SOBRE A TERRA. E SERÁ O FIM DA HUMANIDADE.
Ela olha para ele, parece que tiveram a mesma idéia. Um sorriso escorrega levemente sobre o rosto dela, que segura na mão dele como se dissesse "sim! vamos nessa!". Um ano, 365 dias, e teríamos o fim. Teríamos. Mas nós não, somos inteligentes demais para acabarmos agora.
Ele então corre até o seu quarto, a onde pôsteres de todos os filmes do mundo cobrem as paredes, abre a suposta "cama de baixo", ali uma mala, e muito dinheiro de algum tempo atrás quando acabou se envolvendo com umas apostas, jogo do bicho, se deu bem uma vez, e inteligente como era, parou ali. E guardou aquele dinheiro para mais tarde. Ele sabia que ia precisar.
Ela, correu até o seu quarto, que por acaso ficava do lado do quarto dele, este era de uma cor amarela meio ovo (ela sempre odiou essa cor,mas por preguiça nunca havia pintado de outra), havia poucas coisas no quarto dela, mas num canto, tinha a sua coleção incrível de HQs, esses que guardavam ensinamentos que só ela sabia, e que com certeza em algum momento seriam muito úteis. Bem o momento chegou.
Saíram dos quartos, se olharam. Ela entrou no quarto dele.
Ele disse:
-Precisamos de um bom plano.
Ela:
-Sim, um bom plano.
Ele:
-Poderíamos transformar essa casa, na casa da sobrevivência. Temos um ano, e muito dinheiro.
Ela:
-Mas e o papai? e a mamãe? Como que isso vai acontecer?
Ele:
-Fácil. Apenas precisamos mata-los.
Ela sorriu, sabia que ia dar certo. Ela acreditava muito nele. E por isso, sabia que ele estava fazendo a coisa certa. Sabia que ele era o cara. Sabia que além de seu irmão, ele também era o seu grande amor. Eles sabiam disso. E, por isso, precisavam sobreviver.
** Fim do primeiro capítulo **
"E se rolasse uma apocalipse zumbi, será que eu sobreviveria?"
E dai eu me pergunto de novo:
"Quem sobreviveria?"
Ando pensando muito sobre isso, até porque, essa coisa do cenário pós apocalíptico realmente me interessa. O apocalipse que mais me interessa é aquele em que a tecnologia superou o homem, e o forçou a explodir grandes partes do planeta, por causa de robôs mega ultra inteligentes que estavam construindo sua própria nação. Gosto de tecnologia, e odeio a ideia de viver um apocalipse a onde teríamos que voltar a viver como homens das cavernas.
ESTÁ ANUNCIADO O FIM DO MUNDO, DAQUI HÁ EXATAMENTE UM ANO ASTERÓIDES CAIRÃO SOBRE A TERRA. E SERÁ O FIM DA HUMANIDADE.
Ela olha para ele, parece que tiveram a mesma idéia. Um sorriso escorrega levemente sobre o rosto dela, que segura na mão dele como se dissesse "sim! vamos nessa!". Um ano, 365 dias, e teríamos o fim. Teríamos. Mas nós não, somos inteligentes demais para acabarmos agora.
Ele então corre até o seu quarto, a onde pôsteres de todos os filmes do mundo cobrem as paredes, abre a suposta "cama de baixo", ali uma mala, e muito dinheiro de algum tempo atrás quando acabou se envolvendo com umas apostas, jogo do bicho, se deu bem uma vez, e inteligente como era, parou ali. E guardou aquele dinheiro para mais tarde. Ele sabia que ia precisar.
Ela, correu até o seu quarto, que por acaso ficava do lado do quarto dele, este era de uma cor amarela meio ovo (ela sempre odiou essa cor,mas por preguiça nunca havia pintado de outra), havia poucas coisas no quarto dela, mas num canto, tinha a sua coleção incrível de HQs, esses que guardavam ensinamentos que só ela sabia, e que com certeza em algum momento seriam muito úteis. Bem o momento chegou.
Saíram dos quartos, se olharam. Ela entrou no quarto dele.
Ele disse:
-Precisamos de um bom plano.
Ela:
-Sim, um bom plano.
Ele:
-Poderíamos transformar essa casa, na casa da sobrevivência. Temos um ano, e muito dinheiro.
Ela:
-Mas e o papai? e a mamãe? Como que isso vai acontecer?
Ele:
-Fácil. Apenas precisamos mata-los.
Ela sorriu, sabia que ia dar certo. Ela acreditava muito nele. E por isso, sabia que ele estava fazendo a coisa certa. Sabia que ele era o cara. Sabia que além de seu irmão, ele também era o seu grande amor. Eles sabiam disso. E, por isso, precisavam sobreviver.
** Fim do primeiro capítulo **
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
Lembranças de uma bêbada. Festa Niver do Liquidificador.
11 de julho de 2012.
Quarta-Feira. UnB. 18h30. Começam os trabalhos. Carrega refletor. Inventa
formas de ligar todos juntos. Uma cacetada de extensão. Só temos uma tomada.
Vamo tentar colocar em duas? Não funciona. Só uma mesmo. Seja o que deus
quiser. 500w + 250w+ 250w+ 250w+ 1000w = sem dúvidas um aniversário elétrico.
Volto pra casa. Fico nervosa ( não sei porque). Banho. Escolho uma roupa. Penso
que vai ta frio. Troco de roupa. Vou embora. “CADÊ MINHA VODKA?” “aah eu
tomei”. Beleza. Mercado. Vodka + sprite. Chego. Opa! Já tem bastante gente!
Primeira dose de cocaína russa. “Quintas a gente precisa da caixa do CA!”
“Calma gente! Deixa ela tomar pelo menos uma dose antes de começar a
trabalhar”. Acho engraçado. 22:22. “Cara eu to vendo hora igual hoje o dia
inteiro.” ..... “Eu tenho um vinho no
meu carro, se você quiser!” “Mais
tarde!”. Encontro muita gente. Era uma
festa estranha, com gente esquisita, mas nessa eu tava bem legal. Quantos
diálogos. Quantas conversas diferentes. “Você que vai postar no blog amanha
tá?”. Ok! Penso em um zilhão de coisas que poderia escrever naquela hora. Mas
deixa a festa acontecer. Segunda dose de
cocaína russa. Terceira. Opa, melhor parar um pouco. Abro a minha vodka com
sprite. “Faz mais desse lá pra gente?”. Claro! “Xuxu, cadê aquele vinho que
você falou que tinha?”. 5 Minutos. Vinho. “Poxa, como você é muito legal!”.
Feliz. Quarta dose de cocaína russa. “não dá pra sentir a vodka!” café deixa
elétrico. “Acabei de tomar mais uma dose!”. “Deu pra sentir o gosto!” “Achava
que você não gostava de café.”. da sua boca, eu gosto, muito. ( mas eu guardo
pra mim.). Quanta gente falando da gente pra gente. Essas festas. Me sinto
importante. Me sinto feliz. 00h00. FELIZ ANIVERSÁRIO IZA! 24 anos! Microfone
não funciona. Trabalha pra deixar o melhor possível. 5ª dose. 6ª dose. Não
respondo mais pelos meus atos. “Posso fechar a porta do seu carro?”. Droga!
Porque que a gente tá dentro de um carro. 5 minutos de reflexão de mim pra mim... Pensamento que não pode ser escrito aqui... Mas não sai. Tenho medo. De que? “Quintas vai lá!!!”. Volto no tempo. Aquela
placa. Última festa do cometa cenas. Vish. Perai. Voltei. Mais vodka. “Quintas
cadê sua musica?” po. Não trouxe. Mas até que achei melhor assim. Todo mundo
tão bonito. Todo mundo tão legal. É, to bem bêbada. Pessoas tão indo embora.
Que horas são? Meu celular acabou a bateria! Nossa que bom! Perdi a noção do tempo. De repente.
Bambu. Essa festa aconteceu muita coisa. Tá acontecendo. Vontade de falar uma
coisa. Agora não. Que dia é hoje? 12 de julho. Quinta feira. Não me parece um
bom dia. Agora não. É que às vezes da vontade. Vish.Perai. Voltei. Tá
amanhecendo. Nossa que céu lindo. Não sei quanto tempo fiquei, mas pra mim
foram horas olhando só pra ele. Duas estrelas. E Uma lua. To com fome. Vamo
guardar tudo? Abre o porta-mala. Guarda tudo. Ai, minha garganta. Eita. “Tá com
cara triste?” “To com fome e frio.” “Vai embora!” “To indo!” “Você tá me
expulsando?” “Não!”. Pensamento que não pode ser escrito aqui. ( mas eu guardo pra mim.). que festa
louca. Um último “QUINTAS!”. Freio. Duas pessoas dando tchau. Preciso dormir.O caminho parece até em casa parece eterno. Chego em casa. Mesmo com fome não como nada. Deito. Acordo vomitando. 2 vezes.
Durmo de novo. AH! Minha garganta! Acordo vomitando. 1 vez. Tenho que
trabalhar. Ainda to bêbada. Febre. Dor de garganta. Aniversário elétrico.
Acabou com a minha eletricidade. Liquidificador não é um grupo..é um movimento?
Será?Depois de ontem, acho que talvez
sim. Feliz anos. Feliz ressaca. Feliz ultra-romantico. Feliz pessoas bonitas.
Feliz por me sentir um tantinho parte disso tudo. Obrigada!
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