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domingo, 27 de julho de 2014

Elemento nº4








domingo, 6 de julho de 2014

Elemento nº3

Sabe do que essa peça precisa? De brutalidades homofônicas e compactas. Um momento pra parar com a fluidez levinha, e se concentrar em texturas pesadas, densas, e tão cheias de coisas que se movimentam juntas que parecem uniformes. Precisa de um "2 note groove" agressivo, sedutor e assustador. Precisa de uma chuva de pedra.


domingo, 29 de junho de 2014

Elemento nº2


hahahaha, você quer falar de mim, seu pateta? eu sou maior do que a sua imaginaçãozinha. sou tudo e qualquer coisa. envolvo, entranho e fluo por dentro e por fora de você mesmo.



Elemento nº1


terra + fogo = pedra
ar + ar = vento
vento + pedra = areia
fogo + areia = luneta. óculos. microscópio. espelho. copo. garrafa. garrafa quebrada. briga de bar. inteiro sou bonito, liso, curvilínio, se me quebrar eu me aponto e te furo. anel que se quebrou. relógio. parede. espelho falso. janela. tela. fumê. frágil e perigoso.


sou o patrono intolerante da luz e do conhecimento. levo os olhos e as imaginações dos homens cada vez mais longe, e cada vez mais perto. meço coisas, guardo coisas, carrego líquidos preciosos e banais, e torno nítidos os contornos turvos do mundo. leigos me trocam por qualquer substituto barato, mas químicos, alquimistas e magos reconhecem o meu valor.



harpa
sino
piano dedilhado
violino e viola dedilhados
harmônicos de violão
etc


domingo, 20 de abril de 2014

Domingo é dia de missa


Neste sagrado domingo de páscoa, decido abster-me dos meus impulsos carnais e autorais e de quaisquer influências estéticas/espirituais violentas, malévolas ou subversivas, e devoto meu primeiro post neste blog a ser o bom cristão que me ensinaram a ser, em respeito a todas as hóstias que já caguei e a todas as punhetas que já confessei, citando um dos meus trechos prediletos da Bíblia, e uma belíssima oração/canção.



"Quando uma mulher, com voz de soprano, emite suas notas vibrantes e melodiosas, ao ouvir essa harmonia humana meus olhos se enchem de uma chama latente, e lançam fagulhas dolorosas, enquanto que em minhas orelhas parece ressoar o fragor da canhonada. De onde pode vir essa repugnância profunda por tudo o que tem a ver com o homem? Se os acordes se desprendem das fibras de um instrumento, a percepção só transmite a meu ouvido a impressão de uma doçura capaz de fundir os nervos e o pensamento; uma dormência inefável envolve, com suas papoulas mágicas, como um véu que filtra a luz do dia, a potência ativa dos meus sentidos e as forças vivazes da minha imaginação.

Contam que nasci entre os braços da surdez! Nas primeiras épocas da minha infância, não ouvia o que me diziam. Um dia, pois, cansado de calcar com os pés a trilha abrupta da viagem terrestre, e de seguir, cambaleando como um bêbado, através das catacumbas obscuras da vida, levantei vagarosamente meus olhos melancólicos, rodeados por um grande círculo azulado, para a concavidade do firmamento, e ousei penetrar, eu, tão jovem, nos mistérios do céu! Nada encontrando do que procurava, ergui minhas pálpebras aterradas mais para cima, ainda mais para cima, até enxergar um trono, formado por excrementos humanos e ouro, sobre o qual reinava, com um orgulho idiota, o corpo recoberto por um lençol feito de trapos não lavados de hospital, aquele que se intitula a si mesmo de Criador! Segurava na mão o tronco apodrecido de um homem morto, e o levava, alternadamente, dos olhos ao nariz, e do nariz à boca; uma vez na boca, adivinha-se o que fazia. Seus pés mergulhavam em um vasto charco de sangue em ebulição, em cuja superfície se erguiam, de repente, como tênias através do conteúdo de um penico, duas ou três cabeças prudentes, que logo se abaixavam, com a rapidez da flecha; um pontapé, bem aplicado sobre o osso do nariz, era a recompensa já sabida pela revolta contra o regulamento, ocasionada pela necessidade de respirar em outro ambiente. Até que, nada mais tendo à mão, o Criador, com as duas primeiras garras do pé, agarrou outro mergulhador pelo pescoço, como por meio de uma tenaz, e o ergueu no ar, sobre o lodo avermelhado, molho delicado! Com esse, fazia o mesmo que com o outro. Devorava primeiro a cabeça, as pernas e os braços, e por último o tronco, até que nada mais sobrasse; pois roía seus ossos. E assim prosseguia, durante as outras horas da sua eternidade, sua refeição cruel, mexendo seu maxilar inferior, que mexia sua barba cheia de miolos. Leitor, esse último detalhe não te traz água à boca? Não é qualquer um que come um tal miolo, tão gostoso, bem fresco, que acaba de ser pescado a menos de um quarto de hora, no lago dos peixes. Os membros paralisados, a boca muda, contemplei por algum tempo esse espetáculo. Finalmente, meu peito oprimido não podendo expulsar com suficiente rapidez o ar que dá a vida, os lábios da minha boca se entreabriram, e eu soltei um grito… um grito tão lancinante… que eu o ouvi! Os entraves da minha orelha se desataram de uma maneira brusca, o tímpano rangeu sob o choque dessa massa de ar sonora empurrada para longe de mim com energia, e aconteceu um fenômeno novo no órgão condenado pela natureza.

Eu acabava de ouvir um som!

Um quinto sentido se revelava em mim! Mas que prazer poderia eu encontrar em tal descoberta? Desde então, o som humano só chegou a meus ouvidos com o sentimento da dor que engendra a piedade por uma grande injustiça. Quando alguém falava comigo, lembrava-me do que havia visto, um dia, acima das esferas visíveis, e a tradução dos meus sentimentos sufocados em um uivo impetuoso, cujo timbre era idêntico ao dos meus semelhantes! Mais tarde, quando conheci melhor a humanidade, a esse sentimento de piedade juntou-se um furor intenso contra essa tigresa madrasta, cujos filhotes empedernidos só sabem praguejar e cometer o mal. Audácia da mentira! dizem que o mal só existe neles em estado de exceção!…

Agora acabou, há muito tempo; há muito tempo não dirijo a palavra a ninguém. Ó vós, seja quem fores, quando estiverdes a meu lado, que as cordas da vossa glote não deixem escapar qualquer entonação; e que não procureis, de modo algum, fazer que eu conheça vossa alma com a ajuda da linguagem. Observai um silêncio religioso, que nada interrompa. Eu o disse, desde a visão que me fez conhecer a verdade suprema, o bastante de pesadelos sugou avidamente minha garganta, pelas noites e pelos dias, para que ainda tivesse a coragem de renovar, mesmo em pensamento, os sofrimentos que experimentei nessa hora infernal, que me persegue sem trégua com sua lembrança. Ah! quando ouvirem a avalancha de neve tombar do alto da fria montanha; a leoa a lamentar-se, no deserto árido, pelo desaparecimento dos seus filhotes; a tempestade cumprir seu destino; o condenado mugir, na prisão, na véspera da guilhotina; e o polvo feroz narrar, às ondas do mar, suas vitórias sobre os nadadores e os náufragos, dizei, essas vozes majestosas não são mais belas que o riso de escárnio do homem?"

Md 2:8 (hereticamente mutilado e adaptado)





segunda-feira, 14 de abril de 2014

SUPER SÓ

"Era uma manhã qualquer. Eu estava no balcão de uma padaria esperando sair o meu pão na chapa e meu café com açúcar. Enquanto isso, lia ao comics do Homem Aranha. Eu sempre fui fã dos super heróis. Lanterna Verde, Tocha Humana, Besouro Azul, Batman... E, claro, Mulher Maravilha.

Quando sentou-se ao meu lado uma mulher estranha. Percebi seu olhar curioso sobre mim.
Apesar de gostar de conversar com estranhos, preferi ignorá-la.

De repente, senti um sopro frio na minha nuca e como num passe de mágica, todos haviam desaparecido da padaria. O espremedor de laranja, antes frenético, calou-se. O silêncio era sepulcral. E eu lamentei que meu pãozinho ainda não tivesse chegado. Além de mim, apenas aquela ao meu lado.

Foi, então, que me virei e me deparei com dois olhos azuis muito frios  que me fitavam. E, então, ela falou:


'Super

Super Só
Prazer em conhecer
Eu sou Super Só

Eu tenho super poderes
Eu posso transformar
Uma noite quente
Num mergulho vazio

Posso transformar
Uma viagem romântica
Num passeio insólito

Posso transformar
O seu namorado
Numa estatua de gelo

Porque eu sou Super

Super Só
Prazer em conhecer
Eu sou Super Só

Eu tenho super poderes
Eu posso trasformar 
A sua voz macia
Num uivo longínquo

Posso transformar
A sua infancia
Num tubo de ensaio

Posso sumir 
Com seus amigos
No seu aniversário

Eu sobrevôo as multidões
Posso te levar... comigo

Super
Super Só
Prazer em conhecer
Eu sou Super Só

Eu tenho super poderes
Eu posso transformar
Os seus últimos dias
Numa folha em branco

Posso transformar 
A sua amante 
Numa boneca inflável

Posso guardar 
A sua alma
Numa embalagem a vácuo

O meu escudo te protegerá
De todo calor... humano

'"

SUPER SÓ
uma canção de Miriam Virna

segunda-feira, 11 de março de 2013

Pô, amar é importante



Parece que quanto mais destrutivo é, melhor. Quanto mais dói, mais verdadeiro. Isso de pessoa pra pessoa e talvez sem tantas fatalidades. Mas uma coisa é certa, se amar não nos tirasse de onde costumamos estar, ele não seria importante.





Trecho do espetáculo "Janta", de Fernanda Alpino, 
com Karinne Ribeiro, Lucas Muniz e público. 
Música "Atrás da Porta" de Chico Buarque.


Flagelos que o sentimento mais bonito do mundo causam.

sábado, 9 de junho de 2012

Ser sem medo e viver intensamente (Minha experiência de DJ)


Foi com o “Greatest Hits”do Gypsy Kings, e o antológico “Mais” de Marisa Monte que descobri que música é muito mais que uma sucessão de notas sob um arranjo harmônico. É a manifestação de um sentimento reprimido, a exaltação de uma voz calada, a vontade de fazer o outro entender aquilo que a poesia por si só não seria capaz de explicar. E eu devia ter só uns 7, 8 anos. Estava sacramentada a minha paixão por vinis, cassetes e CD’s.
Daí, tudo virou coleção, teve a fase de músicas infantis com Balão Mágico, “Trem da Alegria” e os desconhecidos “Os Abelhudos” (vale a pena conferir). O país se rendeu a batida do axé e o acervo foi crescendo com Daniela Mercury, Banda Eva, É o Tchan!, Cheiro de Amor, Tonho Matéria. Mas já exausto do mesmo, tive que buscar o novo no campo internacional, e graças a Deus, o final dos anos 90 nos agraciou com Britney, Backstreet Boys, Hanson e outros fenômenos pop. Enfim, poderia divagar linhas e mais linhas sobre meu histórico musical, mas o que importa aqui é mostrar o quanto o caminho de construção do meu acervo discográfico foi trilhado sem preconceitos, sempre buscando o que há de mais sincero na música. (pode até parecer meio utópico essa babaquice de “sem preconceitos”, mais adiante fará sentido).
Entre festinhas e encontros de amigos, sempre fiquei encarregado de montar a playlist. E taí uma função que nunca me desgastou, faço com todo o prazer. Penso na ocasião, no público, no momento e me deleito horas pensado: “Essa aqui vai fazer o povo cantar junto, essa vai fazer o povo vibrar, já essa outra é pra rir mesmo.” Sob o efeito de cervejas e caipiroskas, alguns amigos já cantavam: “E aí? Quando é que você vai assumir logo o seu lado de DJ?” “Quando é a sua estréia como profissional?” Após ouvir as mesmas perguntas por tantas vezes, você mesmo se questiona “Será?” E não deu outra, um amigo de faculdade, sócio de uma das maiores boates de Brasília (pra mim, a mais divertida e interessante), me convidou para tocar numa de suas festas. “E aí? Tá afim de tentar lá na Vic?” Aceitei sem delongas e por um mês, me debrucei sobre o computador na construção do meu primeiro set: Luv Is A Party That Never Ends. A sorte estava lançada e foi um sucesso! Após esse, mais convites surgiram e aí veio o We’re Gonna Rock Together, o Na Senzala é Mais Gostoso (pra quem quiser baixar e conhecer o meu trabalho, só clicar no link) até o mais recente, construído em parceria com esse mesmo amigo, Ricardo Lucas, o London Fever.
Se me perguntam “que tipo de música você toca?” só tenho uma resposta: boa! Música boa! Não posso me rotular com um gênero (house, pop, electro, rock) porque eu não sou assim. Todo estilo tem sua força, sua mensagem e prender-se a um é ignorar várias preciosidades que podem encantar o público. SIM! Encantar! Esse é meu maior e principal objetivo, fazer com que as pessoas não saiam de suas casas para mais uma balada, mas que tenham uma noite memorável, que desperte conversas e risadas no dia seguinte, que seja motivo de lembranças por semanas, meses, talvez anos. É assim que se constrói a trilha sonora de uma vida e se no meu papel de DJ eu puder contribuir com ao menos uma canção, já sinto que deixei um legado.
Sei que tudo isso pode parecer muito cafona, e de fato é, porque já não tenho medo de assumir meu gostinho popular. O gosto do povo é maravilhoso! Foi-se o tempo em que reprimia minha essência para tentar me encaixar num padrão comum. Foda-se o comum! O único medo que carrego hoje é o de soar óbvio demais, ser mais do mesmo. Quem tem medo de assumir que curte Gustavo Lima precisa buscar um terapeuta urgente! Não é que todo mundo é obrigado a gostar do popular, mas vejo que as pessoas estão sempre preocupadas em parecer sérias, maduras, cheias de objetivos e acham que isso só é possível quando se ouve, Chico, Caetano e Maria Gadu. Nada contra esses artistas, eles tem seu valor. Mas sambar miudinho ao som do Exalta ou ir até o chão quando toca Gaiola não te faz menos inteligente, nem mesmo imaturo. Pelo contrário, só demonstra que você se pemite viver intensamente.
Quem me vê tocar deve achar que sou louco, porque eu canto junto, bato palminha, faço coreô, interpreto, praticamente um performer. E é o que eu quero passar sempre. As boates e baladas da vida são mais escurinhas para isso, a bebida é só um empurrãozinho para nos libertar e por aquelas horas sermos quem quisermos ser. Brincar, se divertir! Enfim, SE PERMITIR! Para finalizar, coloco aqui um pequeno texto que escrevi ontem, horas antes de entrar em ação como DJ. Serviu para ontem e deve servir para todos que querem curtir uma boa noite: “Permita-se! Simplesmente deixe o corpo fluir na batida da música. Divirta-se! Renove-se! SEJA! Sem medo! Aqueles que apontam, sempre apontarão (Haters gonna hate). A vida é muita curta para não ser e simplesmente parecer. SEJA! ENTREGUE-SE! Até o corpo não mais aguentar! E quando a energia chegar ao fim, lembre-se que o fim é a oportunidade de um novo começo!”
            De presente, fiquem com essa música de um do mais geniais artistas da atualidade, pouquíssimo conhecido, mas que em suas letras fala muito do que acredito (Tire minha liberdade/ Me transforme numa memória/ Eu não tenho uma voz / Eu não preciso de escolhas / Isso não é parte de mim / Isso é quem EU SOU!). Com vocês, a maravilhosa obra de Frankmusik: I AM

Cézar Almeida é mais um dentre tantos no meio de muitos, mas é só me dar um palquinho que eu te provo que posso ser único.




terça-feira, 5 de junho de 2012

Pensamentos Distraídos Sobre o Teatro


Dividindo no Liquidificador

Os Novíssimos Jovens Artistas do Teatro de Amanhã – o novo de agora já é velho aqui

Querido Diário,

Outro dia, ao achar um livro antigo na prateleira, distraídos venceremos, me peguei mais uma vez com a impressão de que o Paulo Leminsky e eu tínhamos uma ligação atemporal. Sim, ele havia escrito aquelas lindas palavras em um tempo distante, e essa doação de sabedoria, com muito empenho e sorte, atravessou os dias a fim de me encontrar, e encontrou! Eis o poder do encontro. Era como se sua história agora fosse minha, uma apropriação incontrolável.

Pergunta: Como achei este livro mesmo?
Resposta: Sou um ser em busca de distração. E poderia pensar que isso é horrível, mas não. Assim é o mundo.

                Isso acabou me fazendo pensar mais uma vez no bom é velho teatro. Que distração formidável! Pode ser a distração de uma vida inteira para alguns. Mas será que a palavra distração pode soar negativa para a classe artística teatraI? Isso é muito cruel. Ora, o teatro não se faz mesmo no encontro de imaginações se distraindo em criatividades e estórias. E esse assunto é muito sério. Pessoalmente penso que repreender a  distração castra a criatividade (artista) e ao mesmo tempo desestimula a autonomia (espectador) de dedicar seu tempo a uma atividade sem fins lucrativo. Como diria um amigo Palhaço ``  e o engraçado é que é sério``.
Pensar distraidamente sobre a teatro me leva para o futuro. Sim, quando estudo teatro no passado só faço análises. É bom, mais cansa.  Distraída penso sempre no que vai acontecer. No depois. È o cientificismo. O mistério da vida é o mesmo do teatro: O que vai acontecer no próximo ato ?! E quanto maior o mistério ou melhor a questão.
 Vejamos, uma pergunta realmente difícil para o teatro...
.
.
...
Sim! Achei como será o teatro de amanhã?  Aquele teatro  lá no futuro, que os netos dos nossos bisnetos  possivelmente verão. Se é difícil imaginar como será o mundo depois do dito``2012`` ou Brasília depois da copa, vai lá dizer o teatro do futuro. Mas, uma coisa é certa, se o mundo não passar por uma guerra atômica ou for atingido por um meteoro à la melancolia , o teatro vai continuar por ai, e assim sendo, continuará mudando. E como será o teatro no futuro? E os Artistas de teatro do futuro?

Outra coisa também é certa, são muitas perguntas para uma distração descompromissada. Agora vou procurar algo cult, científico, compromissado para me distrair.



                                                          Zizi Antunes











terça-feira, 8 de maio de 2012

Criatividade, opções, dúvidas e decisões

De que adiantam tantas referências escondidas e puramente conceituais? Ai, saco. A gente pensa, "será que todo mundo entende"? Não sei. Mas acho que isso não importa. Trabalhamos por vários e vários tempos do dia, semana, mês, ano, pra fazer um produto minimamente interessante às pessoas, aos alvos. Conversamos, discutimos, refletimos, filosofamos sobre tantos mínimos detalhes, tantos momentos de 2 segundos, pra ver quais são as melhores opções. Escolhemos certas coisas que demoraram as ser o que são.
Tenho acreditado que um ponto da arte, além de todas um monte de milhões de coisas, seja medida pelo medida pelo gosto do artista. Claro. Talvez, não novidade. Mas o artista precisa tomar decisões. O ator precisa decidir por certas formas de demonstrar tal coisa (coisa é uma coisa bem ampla), optar por certos movimentos o tempo todo, a cada segundo. Talvez, um artista reconhecido, seja aquele que sabe tomar decisões. E, antes de tomar decisões, ele precisa ser criativo pra ter várias opções pra poder decidir. Cabe ao artista ter a criatividade de escolher a coisa certa a se fazer dentre tantas opções. Na verdade, prefiro não falar "a coisa CERTA a se fazer". Não quero entrar na discussão de certo e errado, bom e ruim, bonito e feio. Deixa isso pra lá.
Ter dúvida, pode ser que sejam no mínimo duas certezas numa mesma pessoa. Eu tenho sempre várias certezas, ou seja, muitas e muitas dúvidas. Mas eu tive que decidir por elas. Fazer parte de um grupo é uma certeza. Fazer um espetáculo, acumula milhões de certezas (entre outras dúvidas que permanecem, claro). Muitas e muitas decisões! E, como já disse, um grande PROCESSO pra chegar em decisões que acreditamos ser certeiras. Cada palavra, cada gesto, cada jogo, cada canção. Gosto de processos e gosto também do "jogo rápido".

Agora, não tem como investir no processo de um "textículo" de blog, porque tem um velho senhor bêbado jogando uma voz bem rouca e bêbada direto no meu ouvido, me perguntando sobre milhões de músicos brasileiros, me perguntando como eles morreram. Às vezes sei, às vezes não sei, às vezes respondo. Perdi a concentração. Mas ficam registrados um pouco de blá blá blá's filosóficos e bem fresquinhos.

Google Imagens: CRIATIVIDADE, OPÇÕES, DÚVIDAS E DECISÕES






EU ESCOLHI --->






Um dia escolhemos esta canção abaixo. Quanto ao processo de sins ou nãos sobre essa decisão, fica pra próxima semana, ou não.

Inspiração inicial que tinha tudo a ver no filme "Matador", do meu querido Pedro Almodóvar.


domingo, 29 de abril de 2012

Um Setlist FLAMENCO BREGA-POP



Quem viu a peça percebeu que nós temos um gosto musical um tanto quanto peculiar. Na verdade a nossa seleção de músicas é motivo de orgulho para todos nós. Então, para quem também gostou das músicas, ai está nosso setlist!

01 - Innuendo - Queen
02 - House of the Rising Sun - Santa Esmeralda (a versão original é conhecida com o The Animals)
03 - Rodrigo y Gabriela
04 - Baila Me - Gipsy Kings
05 - Marina - Gipsy Kings
06 - Sound of Silence - Simon and Garfunkel
07 - Como Tu - Alabina & Gipsy Kings
08 - No Wow - The Kills
09 - I Would Never Wanna Be Young Again - Gogol Bordello
10 - The Shadow Hunter - Angra
11 - A Rita - Chico Buarque
12 - Me Haces Daño - Usurpadora (Instrumental, tema romantico de Paulina - CD A Usurpadora)
13 - Espérame en el cielo - Mina
14 - House of the Rising Sun - Santa Esmeralda

(MUSICAS INCIDENTAIS - Curiosidades)
-Vilela e Camilo tocam no início da peça Beijinho Doce - Almir Sater, Espérame en el cielo - Mina e Nantes - Beirut.
-A caixinha de música da Cartomante toca My Way - Frank Sinatra

quinta-feira, 29 de março de 2012

Não é punk

Get Innocuous! Home- home in the late-night and away- away in the half-life except Saturday- crushed by the boring until played and plagued again by the tourists when once you had believed it now you see it's sucking you in to string you along with the pretense and pave the way for the coming release alone and prone in the half-light and late- late to the real-life if you find a way into the gold rush you will stay until the morning comes you can normalize don't it make you feel alive Get Innocuous!

terça-feira, 13 de março de 2012

Yokokiss

Hoje ainda é meu dia.

CANÇÃO DE YOKO ONO QUE TEM PARTICIPADO DO MEU MEIO AMBIENTE. É DO ÁLBUM Walking On Thin Ice DE 1992. 

domingo, 11 de março de 2012

Grunge

Post dedicado ao Grunge.
Tem gente que considera o Kurt o maior bosta da história do rock, e que ele destruiu o "rock de raíz" desaguando no mélacueca Indie de hoje em dia. Talvez estejam certas, mas eu não consigo deixar de gostar de muita coisa daquele Seattle Sound. Vejo muito como uma continuação da "linhagem" de bandas punk rock.







ps: o pearl jam é uma bosta.
ps2: o alice in chains é do caralho!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cocaína, as coisas mudam.







Pequena carta a Bob Dylan:

"Sempre fui apaixonada por você. Obrigada por ter me libertado das amarras psicoburguesas dos consultórios de psicologia. Lembro exatamente do dia que te ouvi demais e tive que parar pra ir para a terapia. Estava na parada de onibus, fumando um cigarro de menta ruim e pensando "que merda é essa?". Sentei e escrevi a minha demissão daquele mundo de auto-ajuda, busca insana por felicidade e cura, onde você acaba caindo em um buraco de tentativas de auto resoluções e continua vivendo a mesma merda de vida de sempre. Sempre em busca de algo melhor do que aquilo que já se é. Sempre melhor. que porra é essa. rs. Você me causou uma perda de ilusão e eu te agradeço por isso. Acho que a psicologa levou a mal, pensou que eu estava debochando dela, coitada. Obrigada por seguir vivendo. Meu amor por você é ultra-romantico. Nos vemos dia 17.

Muito love muita paxion,

Karine Ribeiro, 29 de fevereiro de 2012."


Escutem: http://grooveshark.com/#!/search?q=bob+dylan

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Cadernos - Diário de Bordo

Nós do Grupo Liquidificador estamos na primeira fase da criação do espetáculo Ultra-Romântico (ou Ultraromântico, ou Ultra Romântico). Ou pode ser o segundo, levando em conta todo o trabalho (árduo) de escrever um projeto que fosse contemplado por apoios financeiros e promocionais, propagandistas. Toda uma burocracia para sobreviver, para um espetáculo nascer.
Voltando à primeira (ou segunda) fase da criação do espetáculo, creio ser muito importante cada momento ser registrado. Além de registrar com fotos, vídeos, gravações de áudio, é muito importante a presença do DIÁRIO DE BORDO. Eu acho magnífico. Ele registra coisas além do que são reais, porque vem do nosso ponto de vista... E nem sempre o nosso ponto de vista particular é carregado de realidade... Bastante, magistralmente, colossalmente, carregado de informações lunáticas, subliminarmente subjetivas... Legais.
O diário de bordo é livre. Podemos fazer o que quiser com ele. E no final, ele pode acabar se tornando uma obra de arte. Uma peça rara que contém material vivo e lúdico sobre um espetáculo teatral, ou qualquer obra de arte. E aconselho.

Essa é a capa do meu DIÁRIO DE BORDO

Google Imagens: Diário de Bordo
Escolha uma


Mudando de assunto, semana passada eu falei sobre Fanzine no post SOFRIMENTO. Antes desse post, numa assembléia sobre o FAC (UAU!), fiz um fanzine. É a primeira edição semanal de fanzines LIQUIDIFICADOR sobre o Grupo e sobre o mundo que arrudeia. Como li em alguma lugar... "Feito por Punks, para os Punks". Que seja. Ainda me aperfeiçoarei e vai ficar mais bonitinho. Edição n°1. Uma notícia, um quadrinho.


Essas coisinhas bacanas punk-pops. Leiam "A Filosofia do Punk", de Craig O'Hana




Outras alegrias que têm influenciado o meu meio ambiente: Di Melo. Pesquisa youtube:Di Melo

PS: Essa noite sonhei que estava numa reuniãozinha noturna tranquila num apErtamento da 707 norte com Ângela Rô Rô e Tim Maia. Eu pedia pra eles cantarem e a Ângela ficava com vergonha. O Tim mandou eu aprender a psicografar... Eu tentei escrever exatamente uma frase que ele tava falando pra gente treinar, mas eu fui muito devagar e n]ao consegui pegar toda a informação. Sonho cult sebento.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

MINIMAL


Faça você mesmo sua música. 
E perca muito tempo com este brinquedo viciante.
 

  


Minimal Techno ou simplesmente Minimal é um estilo de música eletrônica, geralmente considerado como o sub-gênero minimalista derivado do techno. É caracterizado pela repetição de batidas e sons, ou seja, pelo uso de um minimo de elementos de composição. Normalmente associado a sons de origem organica, como pulsação, canto de passaros ou quais quer elementos sonoros repetitivos. A música minimalista tem por objetivo desnudar tudo aquilo que nao é necessário para sua composição, desse modo a música originada dessa vertente de e-music é constante e pulsante, vai sendo criada e recriada diversas vezes dentro do mesmo "seth" musical até se chegar a um apogeu musical no qual os sons torna-se hipnoticos e induzem o ouvinte a níveis de cordenação motora distintos de outros tipos de música eletronica, considerada também uma das vertentes de baixos BPM's mais indutivas a estagios de hipnose, se aproxima muito do trip-hop.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Ai vai uma versão mais elaborada do brinquedo. Chama-se TENORI-ON. 


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sofrimento

 
A dor é boa.


Google imagens: SOFRIMENTO
ESCOLHA UMA

fanzine
Segunto o wikipedia, Fanzine é uma "publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, dependendo do poder econômico do respectivo editor (faneditor)." É uma abriviação de fanatic magazine. A galera do Movimento punk "de raiz" fazia muito Fanzine como forma de Divulgação dos eventos e notícias, como um jornal. Feito de punk pra punk sobre punkS. E punk que é punk fala melhor sobre o punk do que os jornais normais normaizinhos, Assim como eu que não sou punk. Posso fazer um Fanzine também, mas sobre outras coisas das quais Posso falar com muito mais certeza, com muito menos hipótese.



Google imagens: FANZINE
ESCOLHA UMA

Postado por Kael Studart