sábado, 18 de agosto de 2012

EU E eles

#dificuldade, muitamuitamuitamuitamuitamuita


não para não escrever, mas porque olhar para essas fotos foi tão difícil quanto reinventar uma poesia parnasiana do poeta joalheiro...

Na vitrine, minha fraqueza nesse processo tão 'romântico'




quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Transambrasíliabladerunner



 Estudo em Cm




domingo, 12 de agosto de 2012

Processando


ANARQUIA EM PIANCÓ




Ultra-nada. Ultra-pó. Ultra-preguiça. Ultra-putaria. Ultra-resignação. Ultra-ocupado-em-morrer-ao-invés-de-nascer. Tudo bem estou apenas sangrando. Então surpreso descubro que todas as estradas que não peguei são justamente as que nunca me trariam aqui e a estrada por qual me deixei pateticamente ser empurrado era a única possibilidade de encontrar o caminho que agora me proponho trilhar na busca de alguma coisa que brilhe-escorra-exploda extrapolando as limitações da pulsação claudicante do meu coxo coração.

Decido então Pertencer. 


ANTES DO SOM

1) Primeiro preciso compreender a sabedoria das putas. Miseráveis como eu. Tristes figuras de puro enfeite, maquiagem e provocação. A manipulação da ilusão. Putas mágicas. Revelando tudo e escondendo o essencial. Qual o seu nome? BEATRIX. E a Cleide? Cleide morre toda sexta-feira em Goianésia e ressuscita santa na segunda encarando o batente do salão de beleza no centro da cidade.

Beleza sem moleza. 

2) Segundo me proponho descobrir a moleza do som de Caetano. Não moleza significando o que é fácil, "ah, isso é moleza". Não significando preguiça, descaso, descanso. Muito mais a moleza do São Francisco em tempo de estiagem, que passa e nem parece; muito mais a moleza horizontal do planalto central; muito mais a moleza das ondas do mar na praia de Cabo Branco em João Pessoa. A leveza. A sabedoria da moleza, a sabedoria das putas, a sabedoria por trás, na frente e por cima das ancas rotundas de ÂNGELA.
3) Terceiro os punks, os ultraromânticos, os que morrem cedo, os que morrem virgens, os que se matam, os que matam, os que imaginam, os que sempre vão até o fundo, os jovens, o vazio, o tédio, a noite. 

4) Brasília, minha jovem putinha que não se vende barato, e se vende barato, que não se rende, e se rende, que não sabe, mas sabe, que ainda não é, mas sempre foi. Brasília só minha, que estou sempre a recusar.

O SOM

O difícil não é entender, sentir, reagir. Não é vencer minha limitação técnica irresponsável. Não é recusar. Não é ouvir. Não é respeitar, desrespeitar, provocar, cair, levantar, travar, destravar, participar, estar, não estar. Não é responder. Não é propor. Não é corresponder, agradar, protestar, incomodar, redirecionar. Não é reduzir, cortar, descartar, sintetizar. 

O difícil é fazer sentido.

Mas tudo bem, mainha, é só a vida.