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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Quem Foi a Orca Que Me Pariu?

As orcas, ou baleias assassinas, são inteligentes. Têm mais partes de cérebro que os humanos. Algo ainda mais ligado às emoções e sentimento de família. Em tribos, ou países distintos, elas se organizam em sociedades matriarcais com organizações diferentes, hábitos diferentes, e até linguagens diferentes. Um bebê orca cresce ao lado da mãe, enquanto os machos vivem marginalizados. Eles vivem em torno de 50-60 anos. Elas podem passar dos 100 anos de idade.
Para uma baleia assassina viver em um aquário, ela precisou ter chegado quando criança, ou nascido lá. Uma adulta crescida no mar, nunca se deixaria ser adestrada. Portanto, seus bebês são os artistas mais talentosos de um aquário.
Ingênuos, curiosos e saudosos, o bebês assassinos crescem longe de casa em um lindo castelo muito, muito distante. Eles podem brincar com vários humanos e crescer junto com baleias gringas das mais variadas tribos e nacionalidades. Os habitantes deste aquário não falam a mesma língua, não têm os mesmos costumes e não são sua família. Essa baleia não é a minha mãe!
Entre as orcas de aquário, pode rolar uma panelinha aqui, outra ali, e um bullyng acolá. Se as fêmeas se juntarem, o que é bem provável acontecer, o macho sozinho viverá em estado de alerta. Em alto mar, caso aconteça algum desentendimento, ele pode muito bem dar um tempo na pedra que tem bem ali a 78km e esperar a poeira baixar pra poder voltar. Viver numa boa. Num aquário, ele não terá para onde ir e viverá ou sendo hostilizado e machucado, ou viverá isolado sendo masturbado por humanos para poderem fazer novos artistas mirins, que viverão de 25-30 anos.
Orca que me pariu!
Quem foi a porca que me pariu?
Irritados e frustrados com tanto vidro, água, pedra e carne, eles já atacaram inúmeras vezes treinadores respeitados. Durante ataques, seus amigos pensavam: "Puts grila. Meu amigo já era." Quem entende, sabe que não foi acidente.
------ Resumo do documentário BLACKFISH

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Lendas de WC - Chico Retrucado

Venha até nós, pois queremos, precisamos, desejamos saber o que se passou. Diz-me. Dizei-nos. Fala. Agora ouvimos mais que os vivos, pois mortos já estamos. 

A lembrança pesada
Escapa de uma mente
Solidão é a calada
Da memória penitente

(as próximas palavras de invocação devem ser ditas com a torneira aberta)

Seu corpo apenas um
Que carrega dor brutal
Compartilhe as memórias
Que afogaremos todo mal

(diga 7 vezes DESAFOGUE! jogando água no espelho a cada grito)

Um homem dentro do espelho:

- Pára! Pára! Cê tá achando o que? Deixa de ser sonso, seu fracassado! Você é uma pessoa maravilhosa e pode fazer o que quiser. Pára com isso de uma vez de todas e deixa de ser babaca. Você sabe da beleza que mora aí dentro. Joga fora essas merdas. Vai lá. Liga logo e conta seu sonho.

Escuro. 

A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N

"Bendita seja a felicidade dos seres humanos."

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Amor à Humanidade

φίλος = amor
άνθρωπος = homem

Estamos aqui unidos para compartilhar um amor em comum: o ser humano. 

Nosso mundo está repleto de ódio, egoísmo e intolerância. Hoje vivemos onde reina o príncipe do mal. 

Estamos aqui para lutar pelos nossos anscestrais, nosso presente e para dar aos nossos filhos uma colheita de paz e alegria na lavoura da amizade. 

Nossa união não é uma opção. Ela é o desejo pelo amor em suas variadas formas. Amamos o que nasceu deste solo. Para sempre será. Para sempre reinará. 

Irmãos e irmãs, cavaleiros do bem, hoje somos quase extintos. Nossa união é necessária e rogada pelas almas que se foram antes da hora mais tardia. 

Por isso, sejam bem-vindos à nossa casa. Nossas almas poderão descansar para unir forças na luta a favor do bem. Aqui terão proteção contra qualquer maledicência. A entradas estão bloqueadas. Apenas vocês e nossos antepassados atravessam nossas entradas. 

Por favor, entrem. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Família 1

Unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos. Unida por múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações. No interior dela, os indivíduos podem construir subsistemas... Diferentes níveis de poder, e onde os comportamentos de um membro afetam e influenciam os outros membros.
Analisemos 3 tipos de organizadores:
1. Escolha do objeto (assimétrica). Domina a angústia das perdas parentais. Cada indivíduo idealiza o outro. Prazer sadomasoquista. 
2. Vivências do "eu familiar" é sentimentos de pertença (simétrica). Escolha narcisista. Ao que se é; ao que se foi; ao que gostaria de ser. VÍNCULO: Idéia de > poder > onipotência > ambição. 
3. Romance familiar vivido na primeira infância, representando imagem idealizada dos pais (dissimétrica, edípica)

Breve reflexão:
O que pretendo aqui não é sugerir, ou fugir de conceitos temáticos e substanciais. Pretendo analisar a estrutura da composição de indivíduos unidos por alguma semelhança, que compactuem de uma mesmo objeto. Aqui, falamos de estrutura, não de objeto. 

Ver também: FAMÍLIAS ARCO-ÍRIS


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Manchete: Happy Friends Festas

No último domingo (20/04/14), o aniversário de Rafael, 10, termina em tragédia. 

A festa para a comemoração do aniversário do garoto estava marcada para as 12h e sua família receberia na casa dos avós 90 convidados. "Preparei com muito carinho a festa do meu filho. Passei mais de um mês organizando e confeccionando as lembrancinhas." Afirma Lúcia, mãe de Rafael, que também contratou pula-pula, piscina de bolinhas, palhaços e várias atrações para entreter os convidados. "Fiz tudo com muito esmero", continua Lúcia. 
Em um dos brinquedos contratado pela mãe foi uma bolha gigante, onde uma criança por vez entra e flutua na piscina. Uma das atrações mais disputadas pelos colegas de Rafael. Cada criança estava esperando, em média, 10 minutos para brincar por 2 minutos na bolha. 
Após aguardar sua vez com paciência, Catarina, 9, entrou no brinquedo. "Nunca tinha deixado a Catarina entrar nesse tipo de brinquedo. Sempre achei muito perigoso. Mas ela insistiu muito e permiti, pois parecia tão importante pra ela!", relata Marta Vaz, 33, mãe de Catarina. 
Segundo o funcionário da empresa de festas infantis, que não quis ser identificado, a menina brincou por apenas quatro segundos. "Foi o tempo de eu ativar o cronômetro e olhar pra menina. Foi tudo muito rápido." relata o funcionário da empresa Happy Friends Festas. 

Às 16h22 os convidados da festa do pequeno Rafael, tranquilamente desfrutavam de uma tarde fresca de domingo com amigos e familiares. Mas um barulho de explosão rompe as conversas e brincadeiras. As aproximadas 80 testemunhas deparam-se com uma piscina que vermelha. Instantaneamente a água está completamente tingida por sangue. 
No primeiro momento não foi possível identificar o que havia acontecido. Era apenas uma enorme mancha colorada. O caos se instaura. As crianças gritam e os pais desesperados procuram pelos seus filhos. O silêncio transforma-se em puro pânico e correria. 
Marta, a mãe da menina Catarina impulsivamente salta na piscina e nada por toda a área em busca da filha. Outros convidados também pulam na piscina, mas apenas pedaços de carne encontram. O funcionário da Happy Friends Festas diz, "A mulher urrava e parecia não entender o que já era obvio. A menininha estava aos pedaços e a mãe abraçava contra o corpo braços e vísceras dela. Foi preciso umas cinco pessoas pra retirá-la da água. Nunca vi nada parecido."

segunda-feira, 14 de abril de 2014

SUPER SÓ

"Era uma manhã qualquer. Eu estava no balcão de uma padaria esperando sair o meu pão na chapa e meu café com açúcar. Enquanto isso, lia ao comics do Homem Aranha. Eu sempre fui fã dos super heróis. Lanterna Verde, Tocha Humana, Besouro Azul, Batman... E, claro, Mulher Maravilha.

Quando sentou-se ao meu lado uma mulher estranha. Percebi seu olhar curioso sobre mim.
Apesar de gostar de conversar com estranhos, preferi ignorá-la.

De repente, senti um sopro frio na minha nuca e como num passe de mágica, todos haviam desaparecido da padaria. O espremedor de laranja, antes frenético, calou-se. O silêncio era sepulcral. E eu lamentei que meu pãozinho ainda não tivesse chegado. Além de mim, apenas aquela ao meu lado.

Foi, então, que me virei e me deparei com dois olhos azuis muito frios  que me fitavam. E, então, ela falou:


'Super

Super Só
Prazer em conhecer
Eu sou Super Só

Eu tenho super poderes
Eu posso transformar
Uma noite quente
Num mergulho vazio

Posso transformar
Uma viagem romântica
Num passeio insólito

Posso transformar
O seu namorado
Numa estatua de gelo

Porque eu sou Super

Super Só
Prazer em conhecer
Eu sou Super Só

Eu tenho super poderes
Eu posso trasformar 
A sua voz macia
Num uivo longínquo

Posso transformar
A sua infancia
Num tubo de ensaio

Posso sumir 
Com seus amigos
No seu aniversário

Eu sobrevôo as multidões
Posso te levar... comigo

Super
Super Só
Prazer em conhecer
Eu sou Super Só

Eu tenho super poderes
Eu posso transformar
Os seus últimos dias
Numa folha em branco

Posso transformar 
A sua amante 
Numa boneca inflável

Posso guardar 
A sua alma
Numa embalagem a vácuo

O meu escudo te protegerá
De todo calor... humano

'"

SUPER SÓ
uma canção de Miriam Virna

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Uma Noite de Amor com Marlon Brando - Parte III

Marlon Brando me disse:

EU QUERO TER UMA NOITE DE AMOR COM VOCÊ. 

Um milésimo de segundo se passa e um milhão de pensamentos eu tenho. 

- Seu Marlon Brando, eu fico muito lisonjeado com sua proposta. Mas eu não posso ter uma noite de amor com o senhor. (troca de sorrisos fraternos e constrangidos) Eu tenho que ir, mas nos vemos por aí. 
- Você é muito simpático, garoto. Vai com Deus. 

O lisonjeio foi sincero. A forma bonita de como a proposta foi feita e todo aquele encontro me deixou feliz. Aquilo me afetou de tal forma que, ao mesmo tempo que senti vontade de sair correndo, poderia ter ficado mais tempo conversando com ele. Talvez pela idade, pela grande divergência dos nossos mundos, ou pelo meu gosto comum, senti repulsa. Mas, ainda dentro dessa repulsa, ponderei os fatos e acho que me apaixonei por alguns minutos. Talvez por 5 segundos esitei meus passos adiante com a intenção de voltar. Por momentos imaginei nossa noite de amor e, por outros, questionei os porquês sim e os porquês não. Tanta diferença entre as vidas e as responsabilidades. Tudo tão distante. Mas algo muito em comum. 

Ainda tenho aquele momento como algo muito especial que aconteceu. O desejo de algo que ficará apenas na imaginação. Algo que ficará como uma boa imaginação a se sonhar. Já não acredito mais tanto numa velha frase - "me arrependeria muito mais por aquilo que não fiz."

Não foi uma proposta de um velho babão. Era um homem cheio de desejo e respeito. 

Seu Divino quando disse, quero ter uma noite de amor com você, era o Marlon Brando de carne, osso e desejo. 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Uma Noite de Amor com Marlon Brando - Parte II

E me levando, e me levando em direção à escada. E acariciando minha mão e me levando até a escada. E me fazendo elogios e acariciando minha mão, Marlon Brando disse-me coisas tão vagas como ao que vem abaixo. Não exatamente o que se diz, mas perto da atmosfera que se instaurou. Marlon Brando me aconselhava sobre os perigos humanos e suas atitudes carnais.

Marlon Brando,
"Falando assim, tinha-lhe tomado as mãos e afagava-as.
- Olhe, continuou, acariciando-o sempre; não se meta com donzelas, entendeu?... São o diabo! Por dá cá aquela palha fica um homem em apuros! Agora quanto às outras, papo com elas! Não mande nenhum ao vigário, nem lhe doa a cabeça, porque, no fim de contas, nas circunstancias de D. Estela, é até um grande serviço que lhe faz! Meu rico amiguinho, quando uma mulher já passou dos trinta e pilha a jeito um rapazito da sua idade, é como se descobrisse outro em pó! Sabe-lhe a gaitas! Fique então sabendo de que não e só a ela que você faz o obséquio, mas também ao marido: quanto mais escovar-lhe você a mulher, melhor ela ficará de gênio, e por conseguinte melhor será para o pobre homem, coitado! Que tem já bastante com que se aborrecer lá por baixo, com seus negócios, e precisa de um pouco de descanso quando volta do serviço e mete-se em casa! Escove-a, escove-a! Que a porá macia que nem veludo! O que é preciso é muito juizinho, percebe? Não faça outra criançada como a de hoje e continue para adiante, não só com ela, mas com todas as que lhe caírem debaixo da asa! Vá passando! Menos as de casa aberta que isso é perigoso por causa das moléstias; nem tampouco donzelas! Não se meta com a Zulmira! E creia que lhe falo assim porque sou seu amigo, porque o acho simpático, porque o acho bonito!
E acarinhou-o tão vivamente desta vez, que o estudante, fugindo-lhe das mãos, afastou-se com gesto de repugnância e desprezo, enquanto o velho lhe dizia em voz comprimida:
- Olha! Espera! Vem cá! Você é desconfiado!..."

Trecho extraído do romance de Aluísio Azevedo, "O Cortiço".
O senhor é o Botelho e o rapaz Henrique.
Páginas 36/37 da Editora Martin Claret, 2003

segunda-feira, 24 de março de 2014

Uma Noite de Amor Com Marlon Brando

Era mais um dia de correria. 7h acorda pra poder comer, cagar, fumar e banhar. Sem enrolar pra poder sair e dar tempo de tudo.

Segundo minha agenda pouco usada, o primeiro destino era resgatar pertences encontrados na rua depois de terem sido roubados na cara-dura. Não quaisquer pertences: documentos, papéis e... Meu caderno. Caderno onde tudo era registrado quando existia a disponibilidade de registrar algum pensamento. 

Como minha agenda estava apertada, fui apressadamente de encontro com o senhor, que muito gentilmente entrou em contato comigo para alertar sobre a descoberta dos tais pertences. 

Procura daqui, procura de lá pelo imenso Teatro Municipal, tinha apenas o nome Marlon Brando para descobrir onde se encontrava o senhor simpático. 

Ele apareceu com muita gentileza e receptividade. Agradeci aos céus e a ele por tanto amor e generosidade. Ter telefonado para avisar e ainda ser uma pessoa aberta não se encontra muito por aí. Me levou a um quartinho (como que um vestiário dos trabalhadores do local) para pegar minhas coisas. Procuramos e procuramos. Apenas encontramos um livro, que não era meu, destruído como que pisoteado no carnaval. Mas o resto não estava lá. 

Marlon Brando, o senhor de, aparentemente, 50 anos bem vividos, me disse que não sabia exatamente o que tinha encontrado, mas botou o que encontrara no achados-e-perdidos dos Correios da rodoviária ali perto. Não discuti muito, mas não compreendia porquê só o livro havia ficado com ele, já que parecia não ter sido lido, nem aparentar ter despertado o interesse no moço. 

- Muito! Mas muito obrigado por isso. 
- Não se preocupa. 
- Agora é que eu não to mais preocupado! Valeu por me ligar e avisar. Valeu por estar sendo tão legal agora. Não se vê muita gente como o senhor por aí. 
- Que isso. Não se vê muitos garotos como você por aí também. 
- Não sei nem como... Não sei como agradecer. Não sei como te recompensar, Seu Marlon. 
- Preciso de nada não, meu querido. Ta tudo certo. O que fiz foi de coração. Vi sua cara nas fotos. Você é uma pessoa muito bonita. 
- Ah, valeu, Seu Marlon. 
- Recompensa é você conhecer minha casa. Lá tem o Festival do Morango. 
- Claro. Pode ser um ótimo programa. 
(Cordialidades e mais blá blá blá do tipo)
- Pois vá, meu querido, que cê ta com pressa, né? Não quero mais tomar seu tempo. 
- Tenho que ir mesmo. Obrigado por tudo. Vou lá nos Correios ver no que deu. Tenho que resolver umas coisas ainda. Até! :)
- Até. Mas quero que você saiba que você é muito bonito. Muito mesmo. Deixa eu te acompanhar até a escada. 
O que será que vai acontecer? Por que ele me elogia tanto e pega tanto na minha mão? É isso mesmo?  

Essa escada é perfeita pra me encurralarem. Assalto ou proteção? Tão simpático, tão generoso. Ta dando em cima de mim? Ta querendo tirar o que me resta de material, ou to sendo neorótico demais? 

Ou corria, ou andava ao lado dele pé-ante-pé pra acabar com a minha curiosidade. Bastava esperar uns dez metros para ver o que aconteceria. Meu coração dispara e sinto um pouco de medo. Medo e curiosidade.

Segunda na escada...

segunda-feira, 17 de março de 2014

SE-PER-DEU

Era pra ser uma história muito bem contada, muito bem escrita. E estava. Mas o rascunho SE-PER-DEU e hoje terei apenas que explicar a infelicidade.

Semana que vem relataremos um fato real que envolve arrombamentos, buscas, telefonemas e uma proposta inusitada. Uma cadeia de acontecimentos que afetam o estado natural das coisas e geraram pensamentos polêmicos. Na próxima segunda (24) o conto real NOITE DE AMOR COM SEU DIVINO será postado neste blog.

segunda-feira, 10 de março de 2014

"Vocês não dizem nada"

"É muito difícil viver num mundo menos violento que você."

Talvez o mesmo que dizer, "Sou a pessoa mais inteligente do mundo!"
Não é que nem "Meu filho, você é o ser mais lindo do mundo."

Eu não estou errada! Sou único.
Bruxa!

Violência com quem se propõe a ler algo e não ser comunicada de nada... É uma lástima.
Justificativas são feitas para se comunicar o objeto do que se propõe.
Talvez seja melhor rever alguns conceitos e significados. Existem muitos tipos de dicionários na internet. Procure e verá.

Pois, "Caros Carros Chegam Cheios de Corruptos Cheirosos e Cheiradores, Capitalistas e Comunistas. Comemoram Casamentos com Chupetas, Chapagnes, na Chique Capital."
Diana Poranga

GOOGLE IMAGENS: ENTREGA


Lemos muita coisa com cara de inteligente por aí. Dylan disse pra Lennon "vocês não dizem nada".

quarta-feira, 22 de maio de 2013

#PICNIK

No último domingo (19/05/13) rolou mais uma edição do PICNIK. Geralmente acontece no nosso Calçadão, mas dessa vez no Centro Cultural Banco do Brasil.

Pra quem não sabe, o PICNIK é um evento gratuito que começa durante o dia e pega parte da noite. Quem vai, encontra uma pequena feira com bancas de trabalhos independentes, que vão do artesanato, brechós, estilistas, revistas em quadrinhos, fanzines e Revista Samba, especiarias comestíveis e outras coisas que não me lembro agora. Música ao vivo e discotecagem dos mais variados estilos. Pessoas com cangas estendidas, que levam suas comidinhas, bebidas, fondue, crianças peladas, violão, chouw-chouws, taças de vinho. Um evento bem alegre e divertido.

Durante o PICNIK estava tentando pensar porquê eu tinha criado tanta expectativa, porquê estava tão contente. Via aquelas pessoas bonitas e moderninhas com suas câmeras analógicas e instagrans se esforçando em dar um jeito nos filhos agitados, e tentava entender porquê aquilo tudo era tão legal.

Cheguei à uma conclusão! E talvez até seja muito simples. Estar no PICNIK é como estar na praia, ou, como a gente fica tentando ser europeu, numa daquelas praças cheias de alegria que tem famílias e tudo mais. Brasilia é um pouco carente de programas diurnos. Temos o Parque da Cidade e outros lugares coloridos, mas eventos que aglomerem, integrem linguagens, que ofereçam oportunidades pra você não se entediar enquanto pega sol, não conheço muitos. Sem contar que é um ótimo lugar pra aliviar algumas carências, que podem ter os motivos mais superficiais, ou vindos das profundezas obscuras do ser e blá blá blá, até o simples fato de não querer estar só num domingo deserto em casa para ver vários amigos. Conhecer gente nova ouvindo um som bacana. Fazer compras se sentindo IN... INteligente, INterad@, INdependente. Cult, moderninh@, satisfeit@.

Acho que me confundi todo tentando deixar o último parágrafo abrangente, sintético, objetivo, pacífico e irônico na medida. É muita coisa pra dizer.

ANEXO "MEIÍSTICO":

"Tava ficando pessoal demais isso. Aí resolvi tomar para mim o trabalho e assumir logo esse tom pessoal do post. Quem fala aqui é a Karine e a função do dia era que nós dois, jornalisticamente, analisássemos o evento para depois contar aqui no blog. Eu fui, comprei uma água. Cheguei tarde. Antes fui na feira dos importados com minha mãe,  meu irmão e minha cunhada. Daí uma amiga de longa data me buscou em casa e fomos. Como falei, comprei uma água e fiquei observando o PICNIK numa onda "não estou me intoxicando", que tem tudo a ver com a cara endomingada da festa, como o Kael bem descreveu ali em cima. Ouvi de algumas pessoas uma coisa meio "aí, os hipsters estão invadido a cidade", mas aff, que preguiça. Nego tá tentando se divertir, ser estético, ser pra fora. Acho válido. Temos que ir e nós artistas devemos bater na portinha dos organizadores e dizer: ói, deixô mostrá uns trampo aê. hehe. não sei... algo do tipo. E é isso... Vamos celebrar a vida e levar os chows-chows para passear que eles são muito lindos e nobres."

Enfim, a noite veio. As bancas vão sendo guardadas e o tom da música muda. Agora não é mais lugar de criança. As pessoas levemente mais embriagadas assumem outra postura. Aquele comum estado de balada, de show no CCBB, de Balaio. Clima de paquera e conversas mais empolgadas. Noite, né? Noite brasiliense. À partir daí, o estado de percepção e crítica se diluírem, impedindo uma bela análise. Depois de algumas doses de sangria do Loca Como Tu Madre, realmente, relatar o que se sucede é um pouco difícil. O PICNIK faz sua parte aliviando, agora, outras carências... Aquelas que costumamos aliviar em qualquer outro lugar numa noite comum.

Foi o que ficou do PICNIK: O que gera expectativa e marca é o prazer da aglomeração vespertina. E um lindo pôr-do-sol escondido atrás do prédio do banco. 




___________________________________________________________________
Pra quem ainda não conhece o PICNIK, clica nessas letrinhas com cor diferente
E os amigos do Grupo Liquidificador, SAMBA e Loca Como Tu Madre valeu-valeuzão
E no Instagram @picnikbsb #revistasamba @locacomotumadre                                      

terça-feira, 2 de abril de 2013

Violência em bom formato

Não sei. Não sei. Me disseram ontem, ou anteontem, que a violência maior em Plínio Marcos, ou nessas histórias cheias de coisas ruins, não estão nos palavrões e porras e fucks, mas no que se faz. Não sei explicar e não estou com paciência de parar agora. Por mais que em Nelson Rodrigues se falasse "pombas", as situações eram trágicas. Vejo as pessoas se confundindo quando uma história tem muitos palavrões, ou gritos raivosos. Elas ficam chocadas. Mas aí penso, se esse filme, ou peça, ou sei lá o que, não tivesse tantos palavrões e gritos, será que seria uma história chocante?
Não importa. Fuck of isso. Isso é apenas um caso. Ou vários. Estou sem paciência e não ligo se estou violentando com meu português e formas corretas de pontuação.

Minha mãe aabou de me dizer que revolta é diferente de revolução. Vejam os farrapos. Vejam os franceses. "Revolta dos Farrapos". "Revolução Francesa". Onde que as coisas deram certo?

Não importa se o filme está no formato de televisão, ou besteirol. Se o conteúdo for impressionante, as coisas mudam. Na verdade, importa, sim. Formato macio e fácil pode dar um ar extremamente interessante a assuntos pesados. A professora Roberta Matsumoto hoje disse que não acredita nesse negócio de forma separada do conteúdo. Algo do tipo.

Fique com um exemplo que eu adoro. Mais uma vez "Natural Born Killers". Só essa cena é assim. Uma beleza.


terça-feira, 26 de março de 2013

Mais um dia como qualquer outro poderia ser.

"Adorei sua moto. Eu te amo, Brad. - Eu também te amo, xuxu. - Nós aqui, eu e você nessa cidade deserta. - Preciso voltar para os EEUU. - Não! Fique comigo. - Eu te amo. Preciso terminar com Angelina..."

TRIMMM!

Cobertor. Chuva. Janela. Soneca.

"Eu te amo, Brad..."

Trim! Soneca. Trim! Soneca. Trim!

Chinela. Espelho. Água. Pasta. Escova. Listerine. Regador. Fome. Água. Soneca. Brad. Relógio. Cueca. Bermuda. Desodorante. Camiseta. Meia. Talco. Tênis. Relógio. Cadernos. Livro. Documento. Dinheiro. Bolsa. Espelho. Relógio. Porta 1. Porta 2. Escada. Porta 3. Chave. Carro. Quebra-mola. Cachorro. Balão. Sinal. Relógio.

Rampa. Corredor. Simpatia matinal. Espelho. Sala. Tênis. Meia. Talco. Corrida. Arroto. Dor. Cadeira. Chão. Poeira. Ácaros. Madeira. Briga. Relógio. Cigarro. Privada. Lenço humedecido. Inferno. Buraco. Queda. Fogo. Vento. Coração. Pivetes. Hálito. Esôfago. Relógio. Tulipa. Macaco. Papai. Cigarro. Água. Relógio. Slide. Meia. Tênis.

Corredor. Escada. Chave. Carro. Comanda. Prato. Alface. Beterraba. Rúcula. Mostarda. Arroz. Feijão. Lingüiça. Limão. Balança. Talher. Cadeira. Mesa. Suco. Arroto. Cigarro. Pausa... Pausa...

"Não! Não me deixe só! - Eu preciso ir, xuxu. - Fique comigo. Estamos felizes, não estamos? - Estamos, gracinha, eu te quero muito. Mas eu preciso voltar pros EEUU pra terminar com a Angelina e, assim, ficarmos juntos de vez. - Ow, Brad!"

Relógio! Comanda. Dinheiro. Balcão. Chave. Carro. Cigarro. Sinal. Carros. Carros. Vaga. Reza. Gasolina. Vaga! Chave. Porta. Papel. Caneta. Assinatura. Dinheiro. Porta.  Telefone. Mensagem. Relógio. Chave. Carro. Sinal. Carros. Faixa de pedestre. Vaga. Chave. Cigarro. Relógio. Pula. Corre. Cadeira. Chão. Poeira. Dor. Asia. Banheiro. Pinto. Box. Porta. Tranca. Calça. Pinto. Boca. Porra. Pia. Água. Cigarro. Sala. Cadeira. Chão. Poeira. Boca. Espirro. Relógio. Porta. Chave. Carro. Relógio.

Caminho...

"Ah! Eu te amo! Nós aqui, nessa moto, esse Eixão, essa cidade deserta! - I love you, darling!"

Relógio. Carro. Chave. Porta 3. Escada. Porta 2. Porta 1. Tênis. Meia. Bermuda. Camiseta. Geladeira. Comida. Cigarro. Telefone. Interfone. Troco. Pizza. Interfone. Reunião. Cigarro. Papel. Cigarro. Computador. Ata. Resumo. Relatório. Cigarro. Ofício. Doritus. Relógio. Adeus. Banheiro. Cueca. Chuveiro. Pasta. Escova. Listerine. Pijama. TV. Canal. Canais. Canais. Programas. Cigarro. Relógio. Zzzzzzzzzzz

"Amor? - Sim, amor? - Livros? Cerveja? Exercício?"

terça-feira, 19 de março de 2013

Dormindo com o Inimigo (?) - Título de Livro de Auto Ajuda





Todos temos vícios. Pode ser que pessoas mais sábias e evoluídas não tenham. Mas é difícil acreditar. Esses sabidos que transcenderam podem ter vícios como o vício de querer atingir o nirvana, por exemplo. O vício é visto como um defeito. Pode ser. Pra mim significa ser dependente de algo, de alguém, de algum lugar. O 
propaganda: "Eu adoro homens que fumam"
viciado em crack, a viciada em ajudar, o dependente da cafeína, a dependente de piscinas cobertas. E por aí vai.

sempre quis fumar no cinema
Um dos meus vícios é o tabaco. Necessito de nicotina todos os dias e muito mais de uma vez. Umas vinte vezes por dia vou atrás de um cigarro pra fumar. Meu corpo sente falta. A abstinência bate em diferentes níveis. Outras vezes até esqueço que fumo, mas quando lembro, preciso loucamente acender um. É um vício psicológico também. Um vício social e emocional. Sou dependente destes tubinhos que mais parecem insignificantes do que eu mesmo posso imaginar.

Me faz feder, as pessoas se incomodam com a fumaça, com meu bafo. Quando vou a um lugar fechado, onde não se pode acender um mísero
Galera cool
fósforo, fico muito perturbado por não poder fumar. E nem sempre estou com vontade de fumar. Isso me incomoda muito. E tem também o preconceito que a saúde pública instaurou contra o tabagismo. Todos sabemos que fumantes tanto ativos, quanto passivos, sofrem diversos males. Isso às vezes me faz sentir como um criminoso na presença de algumas pessoas. 

É uma crise fumar. Não sei se luto contra esse vício. Não sei se ligo o foda-se para o que pensam. Não sei se cuido da minha saúde. Não sei se preciso viver tanto tempo. Gostaria de parar de feder. Gostaria de não ter que abrir mão de um prazer. Teria que substituir todo um estilo de vida, todo um ciclo de amigos? Teria que mudar de casa, de cidade, de religião? Qual é o meu lugar nisso tudo? Para me sentir confortável precisaria morar numa cidade onde só existem fumantes? Mudar pra uma cidade onde a única fumaça seja do churrasco?
só pra chocar

A todo tempo nós fumantes somos incentivados pelos dois lados. De um lado, as campanhas contra o fumo mostram figuras horrendas, pessoas mortas, bebês no pote de maionese, crianças tristonhas, gente a vagar pelos becos, todos vítimas diretas ou indiretas dos males que o cigarro causa. Mas de um outro lado vejo sensualidade, gente charmosa fazendo anéis de fumaça, outros ficando menos nervosos ao dar uma baforada, James Bond, filtros vermelhos, o par perfeito de um copo de cerveja, um mundo cheio de glamour, a Carrie Bradshow é maravilhosa! Mentira? Verdade? Ai ai ai... Os que dizem pra eu não fazer mostram coisas feias e os que dizem sim, são tão interessantes!

Estou triste. Me dá um cigarro?
Que bom! Vamos fumar.
Só fumar um cigarrinho antes de ir.
Já vai começar? 'Xô' terminar o 'cigs'.
To sem trocado. Aceita um cigarro?
Dá um?
Não vou ficar sustentando o vício dos outros!

charmosa ou nojenta?
Sou uma vítima desse vício e não consigo ser imparcial. Vítima uma vírgula! Todos nascemos sabendo que não se deve fumar! Eu fumo desde meus 14 anos e achava horrível o gosto, o cheiro. Ser viciado em cigarro é coisa de gente burra. Até começar a gostar de fumar, vomitei umas duas vezes, passei mal, fiquei tonto. Tem que ser insistente. Posso até achar que sou charmoso, mas também fui meio burrinho.

Não sei até que ponto esse vício me viola. Os motivos pelo qual eu fumo sempre serão vistos como superficiais comparados com a cultura do bem estar. Relendo o post acendi um cigarro. Algumas pessoas sentem pena de mim. Enfim...

... Eu adoro fumar. A-D-O-R-O

"Quem não fuma tem uma família bem bonitinha"

quarta-feira, 13 de março de 2013

Fora, Feliciano!

A postagem do dia já estava quase pronta. Mas me deparei com um assunto mais importante a ser tratado no dia de hoje.

O Grupo Liquidificador não poderia abster-se do assunto marco feliciano. Amanhã (quarta-feira) ocorrerá na Câmara dos Deputados a primeira reunião ordinária da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias. Vai ser a nossa primeira oportunidade de estar cara a cara com nosso querido e novo presidente.



O PSC e o governo estão revendo essa decisão junto à população. O Deputado precisa ver que ele não pode pregar ideias tão revoltantes e violentas. Muito menos que pode presidir tal cargo. Não sei como ele teve a coragem de ocupar esta vaga, que precisa de um líder diplomático, ético, que justamente deve defender a igualdade e a paz entre os indivíduos. Como todo esse pessoal que foi eleito e tem poderes extremamente delicados e decisivos tem a coragem de botar ele lá? Me parece mais um golpe de marketing que continua querendo defender a família margarina... Loura e sorridente.

A Bíblia não prega toda essa rejeição. O que eu lembro sobre ela, é que Deus é misericordioso, que devemos amar a todos com igualdade. Um pastor devia cuidar das pessoas, não incentivar o preconceito. Pessoas tão bonitas lutam para que as coisas sejam mais bonitas. Por que o que eu faço te faria mal? O que a cor da pele diz sobre a pessoa? O que te afeta eu querer amar homens e mulheres? A quem você quer salvar?

Esses assuntos, os absurdos que ele diz e seus amigos PRÓ-FAMÍLIA, me deixam tão alterado, tão emocionado, que posso perder totalmente minha razão. Isso me violenta demais! Isso me faz pensar em barbaridades tão hediondas quanto suas ideias. Eu não quero causar ódio às pessoas e não quero que causem em mim. Não faço com os outros o que não quero que façam comigo.

QUEREMOS ALGUÉM QUE INSPIRE SENTIMENTOS MAIS LEGAIS




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Filmes de Horror I

Dentre as diversas fontes que se pode ter para a construção de um espetáculo, costumo me inspirar mais em filmes. Se pudesse, apenas assistia a filmes e discutia sobre eles. Acho incrível o material visual, sonoro e textual que se pode tirar disso.

No caso deste processo, filmes com temática violenta são os que tenho buscado. Existem os filmes que falam da violência da sociedade para com um indivíduo, filmes de guerra, violência pela desigualdade social, filmes que expressam N formas de violência. Mas os filmes que mais me atingem são os filmes de HORROR. Violência objetiva. Violência nua e crua. Sincera. Clara! É óbvia.

Para quem se interessar em clássicos do horror, descobri um blog super interessante. É o SCARY TORRENT. Lá você pode encontrar um mundo de filmes terríveis, ler comentários e sinopses e baixar com legenda em português. Se você ainda não tem e/ou não sabe o que é TORRENT, vá atrás de ter/saber para poder ir baixando seus filmes.

O próximo filme que vou assistir é FRISSONS do David Cronenberg. Parece que um dos primeiros. Muito sangue. Muita morte. AQUI O LINK DO POST. Deve ser bem bacana.

"Num condomínio fechado localizado em uma bela ilha canadense, os turistas estão lentamente cedendo à loucura. Um estranho vírus toma conta de seus corpos , infectando a todos. Os sintomas são incontroláveis: homens e mulheres são acometidos de acessos de violência e desejo... Não há como escapar, nem onde se esconder ...Enfim, entregam-se a um comportamento sexual animalesco e bizarro. Nonsense, humor penetrante, terror e morte, o filme mais escatológico de Cronenberg. Neste filme a mortal epidemia ganha contornos de uma doença altamente contagiosa."






Ontem à noite assisti a dois filmes ultra violentos e geniais. Ambos com vários dedos do nosso querido Quentin Tarantino. Não são exatamente filmes de horror. São, sim. Não sei dizer. Mas a violência neles é direta e pouco psicológica. É ação e reação. Adoro.




O primeiro foi "Um Drink no Inferno" (From Dusk Till Dawn), de 1996. Foi dirigido e editado por Robert Rodriguez (super brother do Tarantino). O roteiro é do Tarantino, mas a história é do Robert Kurtzman. Tarantino é estrela da primeira sequência do filme junto com George Clooney, que faz seu irmão mais velho. Eles são criminosos fugitivos que seguem com uma grana preta para o México. Para chegar até a fronteira, os dois sequestram uma família de evangélicos. O pai é o grande Harvey Keitel ("Cães de Aluguel", "Pulp Fiction... etc etc), a filha mocinha e cristã é a super convincente Juliette Lewis e o filho é um china que não atua tão bem. Mas chega de blá blá blá. É um filme surpreendente, que tem uma super-mega-blaster reviravolta e VOCÊS TÊM QUE ASSISTIR. 


O segundo foi "Nascidos Para Matar" (Natural Born Killers). Esse o roteiro é do Tarantino e do Oliver Stone, que também dirige. Tem outros detalhes sobre isso. A Juliette Lewis também tá nesse. Na verdade, só assisti logo em seguida do outro por causa dela. Fiquei com preguiça de falar sobre o filme. Mas vejam o trailer.




Maravilha.

Google Imagens: TARANTINO HORROR

EU ESCOLHI ESSA. ESCOLHA UMA.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Notícias de Assassinato n1

Me intriga muito violência explícita nas manchetes. Mas isso não tenho muito o que opinar. Bom ou ruim? Certo ou errado? Necessário ou sensacional? Me tira do estado comum. Isso sim.

Pra vocês um exemplo levíssimo de exemplos que busquei. Vejam o vídeo.

Líder da oposição escapa a tentativa de assassinato

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Google Imagens: Assassinato

ESCOLHA UMA


Eu escolhi
Uma das mulheres mais gordas do mundo foi inocentada de assassinato


"Por favor, não matem meu filho!"

Numa certa manhã de segunda-feira, estava eu tomando café da manhã. O dia era ensolarado e o bom humor baixou em mim. Isso, em uma manhã ensolarada de segunda-feira, é tão raro de acontecer comigo quanto vou visitar mamãe.

Passava aquele honesto programa da Ana Maria Braga na televisão. 

Após ela terminar uma receita impossível de fazer com o que costumo ter em casa, o clima baixou, a música de tragédia começou e ela anunciou a notícia: MAE ESCUTA POLICIAIS ATIRANDO EM SEU FILHO ADOLESCENTE ATRAVES DO MURO. Ana Maria, com ar dramático, pediu pro fulano soltar o vídeo. 

Um garoto sendo acuado por uns 4 policiais num muro de concreto. Ele estava sendo espancado, xingado, e escutando tudo aquilo que um bom servidor diz pra um elemento. Daí um dos grandões saca um pistola e dispara uns dois tiros no peito do garoto. Ele reage com "ais!". A mãe gritava do outro lado "por favor, não matem meu filho!", e nada. O menino continuou de pé, mas fraco. Chorava de dor. Ou medo, desespero. Ele tentava deitar mas os policiais não deixavam. Mesmo baleado, os "canas" continuam a humilhação sem se importar com a mãe histérica do outro lado do muro.

Não me lembro do resto. Não lembro o que Ana comentou. Mas lembro que isso mudou o meu dia.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Estréia Elétrica

É amanhã o grande dia do parto do nosso segundo filho. Não sei se sou pai, mãe ou chocadeira andrógena. Talvez tudo isso com todo o Grupo. A cada passo uma coisa diferente que me faz ficar elétrico. To ansioso, nervoso, feliz, quero que chegue logo. Mas ainda preciso do dia de hoje pra finalizar. Precisamos todos! Acabei de me desesperar com uma coisa que fiquei com medo de dar errado. Mas já deu certo. haha
Minha casa tá uma zona, meu carro idem.

ESSE ESPETÁCULO É PRECIOSO PRA GENTE. ESPERO QUE GOSTEM.

Muito suor, muitos neurônios queimados, muita "extra explosão de emoções exageradas". Sonho ainda estar nos ensaios, na correria da divulgação impressa e virtual, ainda estar nas discussões, brincadeiras, brigas. Brigas e mais brigas! O chefão do Udi Grudi, um grupo de Brasília que provavelmente os integrantes já tenham netos, disse uma vez em algum encontro de grupos, "acabamos a cada dia". Com essas palavras ou não, a ideia é essa.

ESTAMOS FELIZES