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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Quem canta, seus males espanta...

Lucas, faz um arranjo dessa música para mim? 

C Am Dm G7 
UM DIA RESOLVI, OLHAR DENTRO DE MIM 
C Am Dm G7 
E FIQUEI ASSUSTADO COM O QUE VÍ 
C Am Dm G7 
VÍ TANTA POLUIÇÃO, FEDIA A PODRIDÃO 
F G C G7 C 
EU VÍ QUE EU ESTAVA SEMPRE A ME ILUDIR... ESCUTE SÓ! 
F G C Am 
FALAR MAL DOS OUTROS É TÃO FÁCIL 
Dm G C C7 
QUANDO VOCÊ NÃO SE CONHECE BEM 
F G C Am 
COMECE SUA FAXINA INTERNA 
Dm G C G7 C 
VOCÊ NÃO É MELHOR DO QUE NINGUÉM 
C Am Dm G7 
UM DIA RESOLVI, OLHAR DENTRO DE MIM 
C Am Dm ... 
E FIQUEI ASSUSTADO COM O QUE VÍ ... SABE O QUE EU VÍ? 
F G C Am 
O MAL NUNCA MERECE COMENTÁRIO 
Dm G C C7 
NÃO FALE MAL DO SEU ADVERSÁRIO 
F G C Am 
NEM FALE MAL DE QUEM SÓ FALA MAL 
Dm G C G7 C 
FALE O BEM E SEJA ALTO ASTRAL 
C Am Dm G7 
UM DIA RESOLVI, OLHAR DENTRO DE MIM 
C Am Dm ... 
E FIQUEI ASSUSTADO COM O QUE VÍ ... SACA SÓ ! 
F G C Am 
USE SUA BOCA PRA BEIJAR: “SMACK”, “SMACK”, “SMACK” 
Dm G C C7 
USE SUA BOCA PRA CANTAR: “LÁ-LÁ-LÁ” 
F G C Am 
FECHE SUA BOCA PARA OUVIR 
Dm G C G7 C 
E DEIXE SEMPRE O CORAÇÃO FALAR

sexta-feira, 2 de maio de 2014

MetaProcesso

Ando meio perdida com o processo. Sabe aquela coisa de falar, elucubrar, referenciar, escrever, juntar e etc? Ai sabe quando temos que levar pro corpo aí tudo se revela mentira? Que é muito mais difícil acessar coisas na prática do que na teoria? Sabe? Então... to passando por isso.
Existe uma sensação dentro de mim que diz que eu não sei afetar e nem ser afetada. Parece que eu estou encurralada por paredes de concreto. Leve e impetrável. Vazia e cheia de coisa dentro. Será que é essa cidade? Será que é meu namoro! Não não não, com certeza é a minha infância. UH! Algum motivo tem que ter.
Mas são só desabafos. Talvez eu deite na minha cama e descubra o click, a chave que falta para a coragem.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Amor, Humor.

Conhecem o Joan Cornellà?


e um do Molg H:




haha.

sexta-feira, 14 de março de 2014

I'm about to lose my mind, haha

É pra falar sobre o que me afeta? Então, na ebriedade da sexta  a noite (ebriedade, haha, uma referencia ao ULTRA) medíocre de uma brasília que eu tento a todo custo transformar em Manhattan, eu coloco aqui o poema do meu ex namorado, que insiste em reverberar em mim, e que demonstra todo o meu medo da vida e das coisas verdadeiras. Rogério Luiz, você permanece. 


Tenho um coração e todo sentimento do mundo.
Quero ir pras minas do norte na missão de Paschoal Carlos Magno
mas logo
amo  e refaço num átimo meu planejamento familiar
ao passo que me perpassa outro desejo
e me penso andarilho sozinho
salgando o mar com minhas lagrimas de fel
ao ver que na areia todas as pessoas são mesmo lindas.
Penso na boemia
e nas linhas de trem que eu cowboy fito com minha câmera subjetiva
e naquela noivinha com vestido de toalha de mesa
que fujo com ela num ônibus amarelo
Dividir meu coração na ventoinha do seu liquidificador
enquanto raimundo fagner chora sua jura secreta
talvez seja a solução mas nunca uma rima...
Coração é vasto
dizem que também um pote de terra em que nunca ninguém pisou
nem mesmo eu sei o que sinto
até mesmo eu desconheço a matéria dos desejos que trago comigo
 E que sabor teria a polpa deliciosíssima do meu nada?
Será que doce como esse meu nosso tédio?
Depois, o silêncio
e depois de depois minhas forças internas se reunindo na sala da justiça
pra criar a imagem que melhor te transponha:
- ninguém,
nem mesmo um rato que se refestela num prato de leite cujo dono é um gato que lá vem
foi tão feliz quanto nós!
é a paixão de Cristo do Anonimato:

morro sem nunca ter entrado na história.



(E outra, acabo de descobrir descobrir que meu Vinícius só quer me pegar quando está bebado porque ele é gay. aí. complexo.)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Venetian Snares

Tenho tentado criar um banco de dados das coisas que afetam os outros atores do AFECTOS - titulus provisóris. A vontade é pegar cada um na espinha, pegar por trás, surpreender. Causar medo, espanto, pânico. Muáááááá. Estraçalhar até virar pó. Daí renascer das cinzas. É aquela velha ideia que diz que as pessoas possuem muitos conteúdos reprimidos e que basta um empurraõzinho no ângulo certo para que muita merda seja liberada.

Mas bicho, hãn?
play plis. sou carente.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

#PICNIK

No último domingo (19/05/13) rolou mais uma edição do PICNIK. Geralmente acontece no nosso Calçadão, mas dessa vez no Centro Cultural Banco do Brasil.

Pra quem não sabe, o PICNIK é um evento gratuito que começa durante o dia e pega parte da noite. Quem vai, encontra uma pequena feira com bancas de trabalhos independentes, que vão do artesanato, brechós, estilistas, revistas em quadrinhos, fanzines e Revista Samba, especiarias comestíveis e outras coisas que não me lembro agora. Música ao vivo e discotecagem dos mais variados estilos. Pessoas com cangas estendidas, que levam suas comidinhas, bebidas, fondue, crianças peladas, violão, chouw-chouws, taças de vinho. Um evento bem alegre e divertido.

Durante o PICNIK estava tentando pensar porquê eu tinha criado tanta expectativa, porquê estava tão contente. Via aquelas pessoas bonitas e moderninhas com suas câmeras analógicas e instagrans se esforçando em dar um jeito nos filhos agitados, e tentava entender porquê aquilo tudo era tão legal.

Cheguei à uma conclusão! E talvez até seja muito simples. Estar no PICNIK é como estar na praia, ou, como a gente fica tentando ser europeu, numa daquelas praças cheias de alegria que tem famílias e tudo mais. Brasilia é um pouco carente de programas diurnos. Temos o Parque da Cidade e outros lugares coloridos, mas eventos que aglomerem, integrem linguagens, que ofereçam oportunidades pra você não se entediar enquanto pega sol, não conheço muitos. Sem contar que é um ótimo lugar pra aliviar algumas carências, que podem ter os motivos mais superficiais, ou vindos das profundezas obscuras do ser e blá blá blá, até o simples fato de não querer estar só num domingo deserto em casa para ver vários amigos. Conhecer gente nova ouvindo um som bacana. Fazer compras se sentindo IN... INteligente, INterad@, INdependente. Cult, moderninh@, satisfeit@.

Acho que me confundi todo tentando deixar o último parágrafo abrangente, sintético, objetivo, pacífico e irônico na medida. É muita coisa pra dizer.

ANEXO "MEIÍSTICO":

"Tava ficando pessoal demais isso. Aí resolvi tomar para mim o trabalho e assumir logo esse tom pessoal do post. Quem fala aqui é a Karine e a função do dia era que nós dois, jornalisticamente, analisássemos o evento para depois contar aqui no blog. Eu fui, comprei uma água. Cheguei tarde. Antes fui na feira dos importados com minha mãe,  meu irmão e minha cunhada. Daí uma amiga de longa data me buscou em casa e fomos. Como falei, comprei uma água e fiquei observando o PICNIK numa onda "não estou me intoxicando", que tem tudo a ver com a cara endomingada da festa, como o Kael bem descreveu ali em cima. Ouvi de algumas pessoas uma coisa meio "aí, os hipsters estão invadido a cidade", mas aff, que preguiça. Nego tá tentando se divertir, ser estético, ser pra fora. Acho válido. Temos que ir e nós artistas devemos bater na portinha dos organizadores e dizer: ói, deixô mostrá uns trampo aê. hehe. não sei... algo do tipo. E é isso... Vamos celebrar a vida e levar os chows-chows para passear que eles são muito lindos e nobres."

Enfim, a noite veio. As bancas vão sendo guardadas e o tom da música muda. Agora não é mais lugar de criança. As pessoas levemente mais embriagadas assumem outra postura. Aquele comum estado de balada, de show no CCBB, de Balaio. Clima de paquera e conversas mais empolgadas. Noite, né? Noite brasiliense. À partir daí, o estado de percepção e crítica se diluírem, impedindo uma bela análise. Depois de algumas doses de sangria do Loca Como Tu Madre, realmente, relatar o que se sucede é um pouco difícil. O PICNIK faz sua parte aliviando, agora, outras carências... Aquelas que costumamos aliviar em qualquer outro lugar numa noite comum.

Foi o que ficou do PICNIK: O que gera expectativa e marca é o prazer da aglomeração vespertina. E um lindo pôr-do-sol escondido atrás do prédio do banco. 




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Pra quem ainda não conhece o PICNIK, clica nessas letrinhas com cor diferente
E os amigos do Grupo Liquidificador, SAMBA e Loca Como Tu Madre valeu-valeuzão
E no Instagram @picnikbsb #revistasamba @locacomotumadre                                      

quarta-feira, 13 de março de 2013

Canção de Amor


Dessa vez eu sei
Que você não quer
Mesmo assim, meu bem

Vou pedir pra você
Não chorar e se alguém
Te perguntar diz que tá
Tudo bem

Você já sabe o que vem depois
Mas dessa vez vai ser bem melhor
Você nem sabe como vai ser
Melhor deixar e esperar pra ver

Não se esqueça de mim, não
Nem adianta tentar
Não vou sair da sua cabeça
Até seus sonhos são meus

Quando dormir
Você vai ver
O que passamos juntos

Não tenha medo, vou te cuidar
Não fuja, não, pra não machucar

Dessa vez eu sei
Que você não quer
Mesmo assim, meu bem

Vou pedir pra você
Não chorar e se alguém
Te perguntar diz que tá
Tudo bem

Chegou a hora, vamos brincar
Eu sou o lobo mau que vai te pegar


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ei, FAC, aumenta aê, véi!



Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu queria amar o que eu amaria - e não o que é. É também porque eu me ofendo a toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu tenha que chamar de “mundo” esse meu modo de ser um pouco de tudo. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário (…). Eu que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu.

(Clarice Lispector - do Livro: Felicidade Clandestina)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Torre


 









As máscaras vão cair.


Se você não via ainda "A Cartomante" vá ver. Nesse final de semana, sexta e sábado às 20h, domingo às 19h, no Teatro do SESC da Ceilândia! Leve toda sua Família pois é uma peça divertida. Tem corno desmoronando, amante ficando ansioso, adultera dançando. Muito bom!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

SATED

Eu acho palha colocar qualquer coisa que ofusque uma biografia tão linda e preciosa como a que foi feita pelo Kael Studart. Na verdade, ele e o namorado dele, o Glauber, como foi dito, foram os últimos a adentrarem o grupo e de verdade, eu achei que eles não ficariam. Achei que eramos losers demais para atrair, ou cativar, a alta high society cool alcoolica de bsb. Pensei errada-preconce-insegura-mente. Uma coisa que se aprende ao trabalhar em grupo: as vezes o seu colega arrasa e voce não. Quem estiver lendo isso, desce um pouco e vai ler o post "é tudo um processo" ou algo do tipo. Faço dele (sem ter que pagar sabat ou qualquer merda) as minhas palavras.

Foda-se os burocratas que nao querem deixar a gente trabalhar ou faz a gente, universitários, pagar para apresentar.