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terça-feira, 26 de junho de 2012

Relações de Amor de festa


Não vou negar que tá difícil falar sobre isso. Talvez o clima ou o tanto de coisa que daria pra falar, ou se a tentativa de ser complexo ao invés de simples. Tentar  ser inteligente, ao invés de verdadeiro. To passando a mão na cara meio oleosa tentando relaxar. Acabei de voltar da dentista (A Mama) e metade da minha cabeça eu não sinto. Nem sei se deveria estar tomando gelado.
Enfim, eu estou aqui com umas anotações sobre a festa que rolou gente num bloquinho rosa. Nele falei um pouco do que tava pensando, e muito do que eu estava achando. Um saco. Não quero ficar achando nada. Talvez encontrar as coisas, mas continuar não tendo certeza nenhuma.
Fui que fui todo todo. Tava com saudade dos velhos tempos. Música! Música boa! Amigos! Aqueles amigos! Todos nós um pouco mais maduros, civilizados, “politicalizados” – elegantes e com os cigarros sempre acesos – as mesmas pessoas. Lamentei um pouco comigo a distância. Mas logo me conformava com a vida real.

Odeio pensar de mais pra falar.

A FESTA no Bar Raízes, última sexta, 22 de junho de 2012, pra mim, foi ver e ouvir meu amigos no Quarto da Bia. Como já tinha mesmo que ir a uma festa por causa do POST FESTAS, esse programa que já estava planejado, uniu o ótimo ao divertido (qual é qual, nem eu sei).

Fiz uns vídeos! Algumas partes ficaram bem legais. Queria botar todos, mas de última hora tentei editar no Premiere Pro e me fudi. Acabo, neste segundo, de botar um dos vídeos não editados. São exatamente 16h49. Se não tiver vídeo deste show do Quarto da Bia, é porque não deu tempo. 

O primeiro show foi o Véia Tônha & Os 22 no doubt. Bem empolgante. No meu ponto de vista leigo, parecia Rock-Rlgo com um toque de Mangue Beat. Músicas de autoria. O baterista, que disse pra mim que fizemos cursinho juntos, era muito bom de ver. Muita empolgação com apito na boca! Haha. Gostei muito. Minha câmera ainda estava carregando na hora do show deles
Foto da banda que eu não sei se é tirada por eles, mas gostei muito.

Essa foto achei no facebook deles:Véia Tônha & Os 22 no doubt
Depois foi o Molécula Tônica. Já tinha visto uma vez só há muito tempo no Blackout Bar. Era assim que se chamava, ou se chama? Clube da ACEF. Eita, minha memória tá ruim. Enfim, onde rola o Quinto e a Play. Lembrava deles tocando Skank com um trio de metais muito bem afinados e o vocalista elegante. Depois de uns 4 anos, não conhecia nenhuma música. Ou seja, acho que só músicas próprias. Gosto muito. Estilo sofisticado, com muito charme, exato. Maduros, muito maduros pareciam.

Ensaio elegante


Facebook da banda: Molécula Tônica


Charmosas tietes. As Corujas Maternais
Por último, o Quarto da Bia, acompanhados com a charmosa tietagem de algumas Corujas Maternais. Um baterista que eu não conheço ainda, nem sei o nome também. Neguinho passou muito tempo a procura de um baterista que preste e/ou que queria fazer parte. O som estava melhor que antes, arranjos tão complexos como antes, o rock’n'roll ainda mais divertido. Acho que performatividade e estética figurinística também são muito importantes. Tenho uma relação de amor. É muito pessoal. Via o início da amizade. As coisas acontecendo. E parei no tempo.

Mais um dia legal
2007
Devia estar falando sobre a festa, o evento que aconteceu no Bar Raízes. Mas a minha festa reverberou de lá pra festa que foi ficar lembrando. Revendo fotos e vídeos. Lá em 2006, 2007 e 2008. As festas eram no meio das superquadras e na casa do Chico. Chico de Bulhões! Muitas ligações.  E era música pra tudo que é lado. Pra tudo que é cima e baixo. Meu ouvido aprendeu muito. Parecia que todo mundo era gênio. Pensava... “A gente é muito legal!” haha. Ficava tirando fotos e registrar tudo daquele final de adolescência majestoso.

Bulugunza. Tentando formar um movimento
 
VER O MUNDO EM CORES DEVE SER BEM, VER O MUNDO EM CORES DEVE SER BEM, VER O MUNDO EM CORES DEVE SER BEM, BEM, BEM, BEM, BEM, BEM, BEM, BEM MELHOR


Poderia botar aqui centenas de pérolas daqueles tempos. Mas não vou. Só algumas, porque não consigo deixar de botar. Botei e espalhei. 



FESTA DOS "BONS TEMPOS".



sábado, 9 de junho de 2012

Ser sem medo e viver intensamente (Minha experiência de DJ)


Foi com o “Greatest Hits”do Gypsy Kings, e o antológico “Mais” de Marisa Monte que descobri que música é muito mais que uma sucessão de notas sob um arranjo harmônico. É a manifestação de um sentimento reprimido, a exaltação de uma voz calada, a vontade de fazer o outro entender aquilo que a poesia por si só não seria capaz de explicar. E eu devia ter só uns 7, 8 anos. Estava sacramentada a minha paixão por vinis, cassetes e CD’s.
Daí, tudo virou coleção, teve a fase de músicas infantis com Balão Mágico, “Trem da Alegria” e os desconhecidos “Os Abelhudos” (vale a pena conferir). O país se rendeu a batida do axé e o acervo foi crescendo com Daniela Mercury, Banda Eva, É o Tchan!, Cheiro de Amor, Tonho Matéria. Mas já exausto do mesmo, tive que buscar o novo no campo internacional, e graças a Deus, o final dos anos 90 nos agraciou com Britney, Backstreet Boys, Hanson e outros fenômenos pop. Enfim, poderia divagar linhas e mais linhas sobre meu histórico musical, mas o que importa aqui é mostrar o quanto o caminho de construção do meu acervo discográfico foi trilhado sem preconceitos, sempre buscando o que há de mais sincero na música. (pode até parecer meio utópico essa babaquice de “sem preconceitos”, mais adiante fará sentido).
Entre festinhas e encontros de amigos, sempre fiquei encarregado de montar a playlist. E taí uma função que nunca me desgastou, faço com todo o prazer. Penso na ocasião, no público, no momento e me deleito horas pensado: “Essa aqui vai fazer o povo cantar junto, essa vai fazer o povo vibrar, já essa outra é pra rir mesmo.” Sob o efeito de cervejas e caipiroskas, alguns amigos já cantavam: “E aí? Quando é que você vai assumir logo o seu lado de DJ?” “Quando é a sua estréia como profissional?” Após ouvir as mesmas perguntas por tantas vezes, você mesmo se questiona “Será?” E não deu outra, um amigo de faculdade, sócio de uma das maiores boates de Brasília (pra mim, a mais divertida e interessante), me convidou para tocar numa de suas festas. “E aí? Tá afim de tentar lá na Vic?” Aceitei sem delongas e por um mês, me debrucei sobre o computador na construção do meu primeiro set: Luv Is A Party That Never Ends. A sorte estava lançada e foi um sucesso! Após esse, mais convites surgiram e aí veio o We’re Gonna Rock Together, o Na Senzala é Mais Gostoso (pra quem quiser baixar e conhecer o meu trabalho, só clicar no link) até o mais recente, construído em parceria com esse mesmo amigo, Ricardo Lucas, o London Fever.
Se me perguntam “que tipo de música você toca?” só tenho uma resposta: boa! Música boa! Não posso me rotular com um gênero (house, pop, electro, rock) porque eu não sou assim. Todo estilo tem sua força, sua mensagem e prender-se a um é ignorar várias preciosidades que podem encantar o público. SIM! Encantar! Esse é meu maior e principal objetivo, fazer com que as pessoas não saiam de suas casas para mais uma balada, mas que tenham uma noite memorável, que desperte conversas e risadas no dia seguinte, que seja motivo de lembranças por semanas, meses, talvez anos. É assim que se constrói a trilha sonora de uma vida e se no meu papel de DJ eu puder contribuir com ao menos uma canção, já sinto que deixei um legado.
Sei que tudo isso pode parecer muito cafona, e de fato é, porque já não tenho medo de assumir meu gostinho popular. O gosto do povo é maravilhoso! Foi-se o tempo em que reprimia minha essência para tentar me encaixar num padrão comum. Foda-se o comum! O único medo que carrego hoje é o de soar óbvio demais, ser mais do mesmo. Quem tem medo de assumir que curte Gustavo Lima precisa buscar um terapeuta urgente! Não é que todo mundo é obrigado a gostar do popular, mas vejo que as pessoas estão sempre preocupadas em parecer sérias, maduras, cheias de objetivos e acham que isso só é possível quando se ouve, Chico, Caetano e Maria Gadu. Nada contra esses artistas, eles tem seu valor. Mas sambar miudinho ao som do Exalta ou ir até o chão quando toca Gaiola não te faz menos inteligente, nem mesmo imaturo. Pelo contrário, só demonstra que você se pemite viver intensamente.
Quem me vê tocar deve achar que sou louco, porque eu canto junto, bato palminha, faço coreô, interpreto, praticamente um performer. E é o que eu quero passar sempre. As boates e baladas da vida são mais escurinhas para isso, a bebida é só um empurrãozinho para nos libertar e por aquelas horas sermos quem quisermos ser. Brincar, se divertir! Enfim, SE PERMITIR! Para finalizar, coloco aqui um pequeno texto que escrevi ontem, horas antes de entrar em ação como DJ. Serviu para ontem e deve servir para todos que querem curtir uma boa noite: “Permita-se! Simplesmente deixe o corpo fluir na batida da música. Divirta-se! Renove-se! SEJA! Sem medo! Aqueles que apontam, sempre apontarão (Haters gonna hate). A vida é muita curta para não ser e simplesmente parecer. SEJA! ENTREGUE-SE! Até o corpo não mais aguentar! E quando a energia chegar ao fim, lembre-se que o fim é a oportunidade de um novo começo!”
            De presente, fiquem com essa música de um do mais geniais artistas da atualidade, pouquíssimo conhecido, mas que em suas letras fala muito do que acredito (Tire minha liberdade/ Me transforme numa memória/ Eu não tenho uma voz / Eu não preciso de escolhas / Isso não é parte de mim / Isso é quem EU SOU!). Com vocês, a maravilhosa obra de Frankmusik: I AM

Cézar Almeida é mais um dentre tantos no meio de muitos, mas é só me dar um palquinho que eu te provo que posso ser único.




quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cocaína, as coisas mudam.







Pequena carta a Bob Dylan:

"Sempre fui apaixonada por você. Obrigada por ter me libertado das amarras psicoburguesas dos consultórios de psicologia. Lembro exatamente do dia que te ouvi demais e tive que parar pra ir para a terapia. Estava na parada de onibus, fumando um cigarro de menta ruim e pensando "que merda é essa?". Sentei e escrevi a minha demissão daquele mundo de auto-ajuda, busca insana por felicidade e cura, onde você acaba caindo em um buraco de tentativas de auto resoluções e continua vivendo a mesma merda de vida de sempre. Sempre em busca de algo melhor do que aquilo que já se é. Sempre melhor. que porra é essa. rs. Você me causou uma perda de ilusão e eu te agradeço por isso. Acho que a psicologa levou a mal, pensou que eu estava debochando dela, coitada. Obrigada por seguir vivendo. Meu amor por você é ultra-romantico. Nos vemos dia 17.

Muito love muita paxion,

Karine Ribeiro, 29 de fevereiro de 2012."


Escutem: http://grooveshark.com/#!/search?q=bob+dylan