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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

AQUÁRIO - amanhã (4 de setembro de 2014)

Amanhã, dia 4 de setembro de 2014, estreamos nosso 3º espetáculo. Aquário, dirigido por Ana Flavia Garcia, uma grande atriz, diretora, escritora, produtora, apresentadora, humorista e palhaça Geléia que topou entrar nessa loucura conosco!

Nós do Liquidificador e a Ana Flavia convidamos vocês a serem os visitantes desta casa que irá te proporcionar muito conforto nos seus aposentos. Com momentos de contemplação de seres aquáticos e de shows tão surpreendentes e cruéis quanto os shows do Sea World.

Garanta sua visita ilustre adquirindo ingressos no Koni da 209 sul, entre 14h30 e 20h30. Ou adquira na porta da nossa casa uma hora antes do início de cada sessão.
(Os ingressos antecipados serão vendidos até a véspera de cada sessão. Mas não quer dizer que estejam esgotados.)



SERVIÇO

Data: de 04 a 14 de setembro de 2014
Horário: quintas e sextas, às 21h; sábados e domingos, às 19h e 21hLocal: Vila Telebrasília, Rua 18, lote 26

Ingressos: R$20,00 (inteira) / R$10,00 (meia)
Vendas no koni da 209 sul de 14:30 às 20:30

Informações: (61) 8207-9976
Classificação Indicativa: 18 anos

Assessoria de imprensa:Melissa Luz Barbosa(61) 9202- 2144
melissaluz.assessoria@gmail.com





quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Estréia 4 de Setembro de 2014

AQUÁRIO
3° espetáculo do Grupo Liquidificador




terça-feira, 5 de agosto de 2014

Quem Foi a Orca Que Me Pariu?

As orcas, ou baleias assassinas, são inteligentes. Têm mais partes de cérebro que os humanos. Algo ainda mais ligado às emoções e sentimento de família. Em tribos, ou países distintos, elas se organizam em sociedades matriarcais com organizações diferentes, hábitos diferentes, e até linguagens diferentes. Um bebê orca cresce ao lado da mãe, enquanto os machos vivem marginalizados. Eles vivem em torno de 50-60 anos. Elas podem passar dos 100 anos de idade.
Para uma baleia assassina viver em um aquário, ela precisou ter chegado quando criança, ou nascido lá. Uma adulta crescida no mar, nunca se deixaria ser adestrada. Portanto, seus bebês são os artistas mais talentosos de um aquário.
Ingênuos, curiosos e saudosos, o bebês assassinos crescem longe de casa em um lindo castelo muito, muito distante. Eles podem brincar com vários humanos e crescer junto com baleias gringas das mais variadas tribos e nacionalidades. Os habitantes deste aquário não falam a mesma língua, não têm os mesmos costumes e não são sua família. Essa baleia não é a minha mãe!
Entre as orcas de aquário, pode rolar uma panelinha aqui, outra ali, e um bullyng acolá. Se as fêmeas se juntarem, o que é bem provável acontecer, o macho sozinho viverá em estado de alerta. Em alto mar, caso aconteça algum desentendimento, ele pode muito bem dar um tempo na pedra que tem bem ali a 78km e esperar a poeira baixar pra poder voltar. Viver numa boa. Num aquário, ele não terá para onde ir e viverá ou sendo hostilizado e machucado, ou viverá isolado sendo masturbado por humanos para poderem fazer novos artistas mirins, que viverão de 25-30 anos.
Orca que me pariu!
Quem foi a porca que me pariu?
Irritados e frustrados com tanto vidro, água, pedra e carne, eles já atacaram inúmeras vezes treinadores respeitados. Durante ataques, seus amigos pensavam: "Puts grila. Meu amigo já era." Quem entende, sabe que não foi acidente.
------ Resumo do documentário BLACKFISH

domingo, 27 de julho de 2014

Água e Carne


Minha segunda e provavelmente última citação bíblica.

"Procurava uma alma que se assemelhasse a mim, e não conseguia encontrá-la. Revirava todos os rincões da terra; minha perseverança era inútil. No entanto, não podia continuar só. Precisava de alguém que aprovasse meu caráter; precisava de alguém que tivesse as mesmas ideias que eu.

Foi de manhã; o sol se ergueu no horizonte em toda a sua magnificência, e eis que, diante dos meus olhos, ergue-se também um jovem cuja presença fazia brotar flores a sua passagem. Aproximou-se de mim, estendendo-me a mão: "Vim a ti, ó tu que me procuras. Abençoemos este dia feliz". Eu, porém: "Vai-te; não te chamei; não preciso da tua amizade…"
Foi ao entardecer; a noite começava a estender o negrume do seu véu sobre a natureza. Uma bela mulher, que eu mal distinguia, também estendia sobre mim sua influência encantadora, e me olhava com compaixão; no entanto, não ousava falar-me. Disse-lhe: "Chega perto, para que eu distinga com nitidez os traços do teu rosto". Então, com uma postura recatada, olhos baixos, pisou a relva do prado, dirigindo-se a mim. Assim que a vi: "Vejo que a bondade e a justiça fixaram residência em teu coração; não poderíamos viver juntos". O que me faltava, então, a mim que rejeitava, com tamanho desprezo, o que havia de mais belo na humanidade!



Sentei-me em um rochedo, à beira-mar. Um navio acabava de içar todas as suas velas, para afastar-se dessas paragens: um ponto imperceptível acabava de aparecer no horizonte, e se aproximava aos poucos, impelido pelas rajadas do vento. A tempestade ia começar seus ataques, e já o céu escurecia, adquirindo um negror quase tão horrendo quanto o do coração do homem. O navio, um grande vaso de guerra, acabava de jogar todas as suas âncoras. O vento silvava com furor dos quatro pontos cardeais, e deixava as velas em tiras. Os trovões explodiam entre os relâmpagos, e não conseguiam encobrir o rumor dos lamentos que se ouviam na casa sem alicerces, sepulcro móvel. O balanço dessas massas aquosas ainda não havia conseguido romper as correntes das âncoras; mas seus embates haviam entreaberto um caminho para a água, nos flancos do navio.

O navio em perigo dispara os tiros de canhão do alarme; mas soçobra com lentidão… com majestade.

Quem não viu um navio afundar no meio da tempestade, da intermitência dos relâmpagos e da mais profunda escuridão, enquanto aqueles que ele contém são tomados por esse desespero que conheceis, esse ainda não conhece os acidentes da vida. Finalmente, um grito universal de imensa dor escapa dos flancos do navio, enquanto o mar redobra seus temíveis ataques. É o grito emitido pelo abandono das forças humanas. Todos se envolvem no manto da resignação, e entregam seu destino às mãos de Deus. Ajuntam-se como um rebanho de carneiros.

O navio em perigo dispara os tiros de canhão do alarme; mas soçobra com lentidão… com majestade.

Cada qual se repete que, uma vez na água, não conseguirá respirar; pois, até onde chega sua memória, não reconhece nenhum peixe como ancestral; exortam-se, porém, a reter o fôlego pelo maior tempo possível, a fim de prolongar a vida por mais dois ou três segundos; é a ironia vingativa que pretendem dirigir à morte…

O navio em perigo dispara os tiros de canhão do alarme; mas soçobra com lentidão… com majestade.

Está errado. Não dá mais tiros de canhão, não soçobra. A casca de noz foi completamente tragada. Ó céus! como alguém pode viver, depois de haver experimentado tantas volúpias? Acabava de ser-me concedido testemunhar as agonias da morte de inúmeros dos meus semelhantes. Minuto a minuto, segui as peripécias de suas angústias. Ora o mugido de alguma velha, enlouquecida pelo medo, dominava a cena. Ora o ganido solitário de uma criança de colo não deixava escutar os comandos das manobras. A cada quarto de hora, eu enfiava na face a ponta aguda de um ferro, e pensava secretamente: "Eles sofrem mais que isso!" Assim tinha, ao menos, um termo de comparação. De vez em quando, lançava o olhar na direção das cidades, adormecidas sobre a terra firme: e, vendo que ninguém desconfiava que um navio ia naufragar, recuperava a coragem, e voltava a ter esperança; tinha, pois a certeza de sua perdição! Não podiam escapar! Por um acréscimo de precaução, fui buscar minha espingarda de dois canos, a fim de que, se algum náufrago tivesse a tentação de alcançar os rochedos a nado, para escapar a uma morte iminente, uma bala no ombro o impedisse de cumprir seu propósito. No momento mais furioso da tempestade, eu vi, sobrenadando as águas, com esforços desesperados, uma cabeça enérgica, de cabelos eriçados. Engolia litros d'água, e afundava no abismo, balançando como um pedaço de cortiça. Mas logo aparecia, os cabelos escorrendo água; e, fixando os olhos na beira-mar, parecia desafiar a morte. Seu sangue-frio era admirável. Uma grande ferida sangrenta, ocasionada por alguma ponta de recife oculto, acutilava seu rosto intrépido e nobre. E, agora, não estava a mais de duzentos metros da falésia; e eu o distinguia com facilidade. Que coragem! Que espírito indômito! Havia decidido antecipadamente. Devia a mim mesmo a manutenção da minha promessa. Um som seco foi ouvido, e a cabeça imediatamente afundou, para não mais reaparecer. Em pé sobre o rochedo, enquanto o furacão açoitava meus cabelos e meu manto, contemplava em êxtase essa força da tempestade, abatendo-se sobre um navio, sob um céu sem estrelas. Mas aproximava-se o instante em que iria, eu mesmo, intervir como ator nessas cenas da natureza transtornada. Quando o lugar, onde o veleiro havia sustentado o combate, mostrou claramente que esse iria passar o resto dos seus dias no porão do mar, então aqueles que haviam sido levados pelas ondas reapareceram parcialmente à superfície. Seguravam-se abraçados, dois a dois, três a três; era o modo de não salvarem suas vidas; pois seus movimentos ficavam embaraçados, e afundavam como jarras furadas…

O que é esta esquadra de monstros marinhos que fende as ondas com rapidez? São seis; suas nadadeiras são vigorosas, e abrem caminho através das ondas revoltas. De todos esses seres humanos, que agitam os quatro membros nesse continente pouco firme, os tubarões logo fazem nada mais que um omelete sem ovos, e o repartem de acordo com a lei do mais forte. O sangue se mistura às águas, e as águas se misturam ao sangue. Seus olhos ferozes bastam para iluminar o cenário da carnificina… Mas o que será ainda esse tumulto das águas, lá longe, no horizonte? Dir-se-ia uma tromba-d'água a aproximar-se. Que remadas! Já vejo do que se trata. Uma enorme fêmea de tubarão vem partilhar o patê de fígado de ganso, e tomar o caldo frio. Está furiosa; pois chega esfaimada. Inicia-se um combate entre ela e os tubarões, para disputar os poucos membros palpitantes que flutuam ali e acolá, sem nada dizer, à superfície do creme vermelho. À direita, à esquerda, desfere dentadas que provocam feridas mortais. Mas três tubarões sobreviventes ainda a cercam, e é obrigada a virar-se em todas as direções, para esquivar-se das suas manobras. Com uma emoção crescente, o espectador acompanha essa batalha naval de um novo gênero. Tem os olhos fixos nessa corajosa fêmea de tubarão, com dentes tão fortes. Não hesita mais, coloca seu fuzil ao ombro e, com sua habilidade costumeira, acerta a segunda bala no ouvido de um dos tubarões, no momento em que este se mostrava sobre as ondas. Restam mais dois tubarões que exibem uma fúria maior ainda. Do alto do rochedo, o homem da saliva salobra se atira ao mar, e nada rumo ao tapete agradavelmente colorido, segurando em sua mão esse facão de aço que nunca o abandona. Agora, cada tubarão tem um contendor pela frente. Avança sobre seu adversário fatigado, e, sem pressa, enterra em seu ventre a afiada lâmina. A fortaleza móvel se livra facilmente do último adversário…



Encontram-se frente a frente, o nadador e a fêmea de tubarão, salva por ele. Olharam-se nos olhos, por alguns minutos; e ambos se espantaram por encontrar tamanha ferocidade no olhar do outro. Dão voltas nadando, não se perdem de vista, e se dizem: "Enganei-me até hoje; aí está alguém que é mais malvado". Então, de comum acordo, entre duas águas, deslizaram um para o outro, com uma admiração mútua, a fêmea do tubarão afastando as águas com suas nadadeiras, Maldoror batendo a onda com seus braços; e retiveram seu fôlego, em uma veneração profunda, cada qualdesejoso de contemplar, pela primeia vez, seu retrato vivo. Chegados a três metros de distância, sem qualquer esforço, caíram bruscamente um contra o outro, como dois ímãs, e se abraçaram com dignidade e reconhecimento, em um amplexo tão terno como o de um irmão ou de uma irmã. Os desejos carnais seguiram de perto essa demonstração de amizade. Duas coxas nervosas se colaram estreitamente à pele viscosa do monstro, como duas sanguessugas; e, os braços e as nadadeiras entrelaçados ao redor do corpo do objeto amado, rodeando-o com amor, enquanto suas gargantas e seus peitos logo formavam coisa alguma, a não ser uma massa glauca, com exalações de sargaços; no meio da tempestade que continua a provocar estragos; à luz dos relâmpagos; tendo por leito de himeneu a vaga espumosa, transportados por uma corrente submarina como em um berço, rolando sobre si mesmos, rumo às profundezas desconhecidas do abismo, juntaram-se em uma cópula longa, casta e horrorosa!… Finalmente, acabava de encontrar alguém semelhante a mim!… De agora em diante, não estava mais só na vida!… Ela tinha as mesmas ideias que eu!… Estava diante do meu prmeiro amor!"


Md 2:13 (hereticamente mutilado e adaptado)


o

Elemento nº4








segunda-feira, 21 de julho de 2014

AQUÁRIO e Equipe

Em setembro de 2014, mais especificamente no dia 4, sejam bem-vindos ao AQUÁRIO, o novo espetáculo do Grupo Liquidificador. Dessa vez em parceria com Ana Flávia Garcia, que assina a direção deste trabalho que será encenado em uma casa da Vila Telebrasília. Convidamos o público a entrar nesta casa para serem visitantes ilustres de seres que milenarmente habitam seus cômodos. O principal conflito desta obra é a presença dos nossos convidados, que influenciam e afetam o cotidianos de quem ali vive.

O processo de idealização de AQUÁRIO tem início em 2012 junto com a primeira temporada da peça-festa ULTRA-ROMÂNTICO, num desejo de dar continuidade a temas surgidos em sua pesquisa. E vem se montando e se reinventando com o passar das discussões, experimentações e em ensaios abertos à nossa equipe, que entra para dar força à encenação.

Além da direção de Ana Flávia Garcia, temos o orgulho de apresentar outros seres fantásticos que aceitaram passar uma temporada no nosso AQUÁRIO. Ana Luísa Quintas assina a iluminação e, assim como Lucas Rosado Muniz, que está compondo a trilha sonora da casa, vêm acompanhando o processo criativo desde os primeiros ensaios, acrescentando não apenas com suas especializações, mas com toda inteligência artística.

Dois coletivos estão presentes conosco. A Desvio Produções, Elisa Mattos e Rafael Salmona enfrentaram a dura realidade da especulação imobiliária e têm feito os corres mais incomuns. Entramos também com nova parceria com o Grupo Tripé, que relataremos melhor no futuro sobre a participação.

Além destes, estão presentes Maria Vitória Dutra, nossa cenógrafa, ou designer de interiores, Eduardo Barón no vestuário dos habitantes, Diego Bresani nos cliques fotográficos e idéias mirabolantes e Luísa Malheiros na delicadeza ornamental do material gráfico. Além do que, mais uma vez e desde sempre, a querida Melissa Luz faz nossa assessoria de imprensa!

Aguardem!








domingo, 6 de julho de 2014

Elemento nº3

Sabe do que essa peça precisa? De brutalidades homofônicas e compactas. Um momento pra parar com a fluidez levinha, e se concentrar em texturas pesadas, densas, e tão cheias de coisas que se movimentam juntas que parecem uniformes. Precisa de um "2 note groove" agressivo, sedutor e assustador. Precisa de uma chuva de pedra.


domingo, 29 de junho de 2014

Elemento nº2


hahahaha, você quer falar de mim, seu pateta? eu sou maior do que a sua imaginaçãozinha. sou tudo e qualquer coisa. envolvo, entranho e fluo por dentro e por fora de você mesmo.



Elemento nº1


terra + fogo = pedra
ar + ar = vento
vento + pedra = areia
fogo + areia = luneta. óculos. microscópio. espelho. copo. garrafa. garrafa quebrada. briga de bar. inteiro sou bonito, liso, curvilínio, se me quebrar eu me aponto e te furo. anel que se quebrou. relógio. parede. espelho falso. janela. tela. fumê. frágil e perigoso.


sou o patrono intolerante da luz e do conhecimento. levo os olhos e as imaginações dos homens cada vez mais longe, e cada vez mais perto. meço coisas, guardo coisas, carrego líquidos preciosos e banais, e torno nítidos os contornos turvos do mundo. leigos me trocam por qualquer substituto barato, mas químicos, alquimistas e magos reconhecem o meu valor.



harpa
sino
piano dedilhado
violino e viola dedilhados
harmônicos de violão
etc


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Lendas de WC - Chico Retrucado

Venha até nós, pois queremos, precisamos, desejamos saber o que se passou. Diz-me. Dizei-nos. Fala. Agora ouvimos mais que os vivos, pois mortos já estamos. 

A lembrança pesada
Escapa de uma mente
Solidão é a calada
Da memória penitente

(as próximas palavras de invocação devem ser ditas com a torneira aberta)

Seu corpo apenas um
Que carrega dor brutal
Compartilhe as memórias
Que afogaremos todo mal

(diga 7 vezes DESAFOGUE! jogando água no espelho a cada grito)

Um homem dentro do espelho:

- Pára! Pára! Cê tá achando o que? Deixa de ser sonso, seu fracassado! Você é uma pessoa maravilhosa e pode fazer o que quiser. Pára com isso de uma vez de todas e deixa de ser babaca. Você sabe da beleza que mora aí dentro. Joga fora essas merdas. Vai lá. Liga logo e conta seu sonho.

Escuro. 

A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N

"Bendita seja a felicidade dos seres humanos."

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Quem canta, seus males espanta...

Lucas, faz um arranjo dessa música para mim? 

C Am Dm G7 
UM DIA RESOLVI, OLHAR DENTRO DE MIM 
C Am Dm G7 
E FIQUEI ASSUSTADO COM O QUE VÍ 
C Am Dm G7 
VÍ TANTA POLUIÇÃO, FEDIA A PODRIDÃO 
F G C G7 C 
EU VÍ QUE EU ESTAVA SEMPRE A ME ILUDIR... ESCUTE SÓ! 
F G C Am 
FALAR MAL DOS OUTROS É TÃO FÁCIL 
Dm G C C7 
QUANDO VOCÊ NÃO SE CONHECE BEM 
F G C Am 
COMECE SUA FAXINA INTERNA 
Dm G C G7 C 
VOCÊ NÃO É MELHOR DO QUE NINGUÉM 
C Am Dm G7 
UM DIA RESOLVI, OLHAR DENTRO DE MIM 
C Am Dm ... 
E FIQUEI ASSUSTADO COM O QUE VÍ ... SABE O QUE EU VÍ? 
F G C Am 
O MAL NUNCA MERECE COMENTÁRIO 
Dm G C C7 
NÃO FALE MAL DO SEU ADVERSÁRIO 
F G C Am 
NEM FALE MAL DE QUEM SÓ FALA MAL 
Dm G C G7 C 
FALE O BEM E SEJA ALTO ASTRAL 
C Am Dm G7 
UM DIA RESOLVI, OLHAR DENTRO DE MIM 
C Am Dm ... 
E FIQUEI ASSUSTADO COM O QUE VÍ ... SACA SÓ ! 
F G C Am 
USE SUA BOCA PRA BEIJAR: “SMACK”, “SMACK”, “SMACK” 
Dm G C C7 
USE SUA BOCA PRA CANTAR: “LÁ-LÁ-LÁ” 
F G C Am 
FECHE SUA BOCA PARA OUVIR 
Dm G C G7 C 
E DEIXE SEMPRE O CORAÇÃO FALAR

domingo, 18 de maio de 2014

o primeiro de muitos

Ontem, perto da abertura das portas do teatro Adolfo Celi para mais uma sessão do espetáculo Mundaréu da Cia. 2 Tempos, do qual eu estou operando a Luz. A Alice Stefânia, que é quem assina a direção do espetáculo, propôs um aquecimento energético para o grupo, para que estes pudessem se conectar aos seus personagens e etc. Lá de cima, da "cabine de luz", me bateu um desejo repentino de fazer o exercício junto com elenco. Perguntei se podia, e já fui descendo as escadas, tirei os sapatos e fiz o exercício como quem estava se preparando para entrar em cena.
Logo que acabou, voltei para o meu posto, já coloquei a luz de inicio do espetáculo, e pensei que "mas, eu não vou entrar em cena?".
E aí, me veio a idéia desse post.

Me senti no direito de fazer o aquecimento, porque tanto quanto aqueles bravos atores, eu dali a 5 minutos também entraria em cena. E não podia deixar a bola cair. Meus diálogos com eles se davam a cada acendida de foco, a cada apagada de luz, a cada troca. Eu estava em cena, dentro do espetáculo, tanto quanto eles. É ISSO! EUREKA, eu diria, se outras mil pessoas já não tivessem dito isso.

Uma coisa interessante, legal, empolgante, do processo do Afectos, é que eu, fisicamente, estarei presente dentro do espetáculo. Caminhando pela casa, acendendo e apagando as luzes, sabendo de cada detalhe, de cada cena, para que a luz, eu, e todos, estejamos ali respirando o mesmo ar. Estar presente desde o primeiro ensaio, e acompanhar o crescimento, nascimento, entendimento de todos sobre tudo, é também, colocar cada vez mais a luz em cena. Deixar de lado esse estereótipo da iluminação como um "manto sagrado", que só começa a fazer parte do espetáculo apenas no dia de sua estréia. Fazer parte, como iluminadora, desde o inicio me dá material, massa, cimento, e tijolo para que essa iluminação comunique tanto quanto palavras, para que ela expresse tanto quanto um rosto, para que, se fisicamente eu estarei presente, a luz também esteja.


Sempre desejei fazer parte de um processo assim,

e eu espero, que esse seja o primeiro de muitos.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Vamos ler o pastische Jorge de Lima

Abandonarei as formas de expressões finitas,
Abandonarei a música dos dias e das noites,
Abandonarei os amores improvisados e fáceis,
Abandonarei a procura da ciência imediata
Serei a testemunha de um mundo que caiu,
Até que te manifestes na tua Parusia.

Aceitarei a pobreza para que me dês a plenitude,
Aceitarei a simplicidade para que me dês a multiplicidade,
Descerei até o fundo da mina do sofrimento
Para que um dia me apontes o céu da paz.

Minha história se desdobrará em poemas:
Assim outros homens compreenderão
Que sou apenas um elo da universal corrente
Começada em Adão e a terminar no último homem. 

Você acabou de ler Murilo Mendes...

 

...bendizer, é!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Creepy or Cute?

Curto muito a ideia do clã de mulheres jovens, que pode ser bem assustador ou bem bonito. Uma linha você quer olhar mas não quer pagar pra ver. Creepy....





segunda-feira, 12 de maio de 2014

Geração Nocilla ou Afterpop


"Consta que a matéria, os objetos, tudo o que vemos, são grumos, catástrofes ocorridas no espaço plano, neutro e isótropo que havia no Princípio. São as chamadas Catástrofes de Primeira Espécie. Quando um desses objetos é tirado de seu equilíbrio por algum agente estranho, inclina-se para algum destino imprevisível arrastando contigo outros circundantes ou muito longínquos, como uma fileira de peças de dominó na qual a primeira golpeia a seguinte. A isso chamamos Catástrofes de Segunda Espécie. O deserto, por ser plano e isótropo, é o lugar menos catastrófico. Salvo quando a quietude se rompe porque um escaravelho arrasta uma pedra, ou em uma dobra nasce uma erva, ou um álamo encontra água e cresce. Então, um marido, para aborrecer sua mulher, joga os sapatos dela à copa dessa árvore à qual, como ponto atrator, irão somando-se outra centenas de pares. E essa é, obviamente, também uma Catástrofe de Segunda Espécie." Nocilla Dream

"O horizonte não existiu até que uma pessoa se interpôs entre ele e o horizonte seguinte; a silhueta humana vertical sobre a horizontal definiu a primeira encruzilhada, o elementar cruzamento de caminhos que perseguem o cozinheiro quando ele joga os croquetes no óleo fervendo, dois homens de negócios que se apertam as mãos e fecham um acordo, o matemático que testa um sinal de igual entre duas equações. Até esse momento, o horizonte era atemporal, ingênuo e neutro, por isso os aviões, que carecem dele quando voam, parecem não ter peso e vão direto de um nada a outro nada, em um tempo sem imagem em seu correspondente espaço, por isso as bolhas da água mineral inauguram seu próprio horizonte em sua trajetória vertical até que a água se congela e elas ficam capturadas em estado fóssil." Nocilla Experience




Augustín Fernández Mallo






sexta-feira, 9 de maio de 2014

Afectos - Sétimo Ensaio


Intemezzo para fechamento dos episódios principais do roteiro.
Discussões sobre a estrutura da dramaturgia...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Afectos - Sexto Ensaio



Início do ensaio com trabalhos em coro. Andares.

.

Cena da cozinha. Encontro após a morte da Nati.
Cena do piano e televisão.
Cena do cego.
Cena da brincadeira de adolescentes chamando espíritos.
Cenas em duplas, corretores de imóveis.


terça-feira, 6 de maio de 2014

Silencio.

Afetado e afetante. não vou fingir que entendo esse filme.  Sempre vale a pena re-visitar a cidade dos sonhos, mas o problema de passar a madrugada lá, é que depois é complicado voltar a dormir.




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Amor à Humanidade

φίλος = amor
άνθρωπος = homem

Estamos aqui unidos para compartilhar um amor em comum: o ser humano. 

Nosso mundo está repleto de ódio, egoísmo e intolerância. Hoje vivemos onde reina o príncipe do mal. 

Estamos aqui para lutar pelos nossos anscestrais, nosso presente e para dar aos nossos filhos uma colheita de paz e alegria na lavoura da amizade. 

Nossa união não é uma opção. Ela é o desejo pelo amor em suas variadas formas. Amamos o que nasceu deste solo. Para sempre será. Para sempre reinará. 

Irmãos e irmãs, cavaleiros do bem, hoje somos quase extintos. Nossa união é necessária e rogada pelas almas que se foram antes da hora mais tardia. 

Por isso, sejam bem-vindos à nossa casa. Nossas almas poderão descansar para unir forças na luta a favor do bem. Aqui terão proteção contra qualquer maledicência. A entradas estão bloqueadas. Apenas vocês e nossos antepassados atravessam nossas entradas. 

Por favor, entrem. 

domingo, 4 de maio de 2014

Uma vez me pediram pra trocar uma lâmpada.

Dai vem o grande desafio da iluminação de um espetáculo que acontece em um espaço alternativo, só que não, porque se você for parar pra buscar no google "home lighting design", vão aparecer mil alternativas de coisas super interessantes de como iluminar a sua casa.
É bastante diferente do que ter que iluminar, sei lá, um corredor escuro no subsolo do conic.
Iluminar uma casa, tem que partir do básico, do simples.
Uma tomada, normal, suporta 4000w.
Baixei uma apostila de eletricidade básica.
Ontem, tava vendo videos no youtube sobre ligações paralelas, e como ligar uma mesma lâmpada através de dois interruptores diferentes. (tipo um no inicio, e outro no fim do corredor)
Eu já me acostumei a levar choques, e ter queimaduras.


Mas depois do afectos, além de iluminadora, eu também vou ser eletricista.