Não sei. Não sei. Me disseram ontem, ou anteontem, que a violência maior em Plínio Marcos, ou nessas histórias cheias de coisas ruins, não estão nos palavrões e porras e fucks, mas no que se faz. Não sei explicar e não estou com paciência de parar agora. Por mais que em Nelson Rodrigues se falasse "pombas", as situações eram trágicas. Vejo as pessoas se confundindo quando uma história tem muitos palavrões, ou gritos raivosos. Elas ficam chocadas. Mas aí penso, se esse filme, ou peça, ou sei lá o que, não tivesse tantos palavrões e gritos, será que seria uma história chocante?
Não importa. Fuck of isso. Isso é apenas um caso. Ou vários. Estou sem paciência e não ligo se estou violentando com meu português e formas corretas de pontuação.
Minha mãe aabou de me dizer que revolta é diferente de revolução. Vejam os farrapos. Vejam os franceses. "Revolta dos Farrapos". "Revolução Francesa". Onde que as coisas deram certo?
Não importa se o filme está no formato de televisão, ou besteirol. Se o conteúdo for impressionante, as coisas mudam. Na verdade, importa, sim. Formato macio e fácil pode dar um ar extremamente interessante a assuntos pesados. A professora Roberta Matsumoto hoje disse que não acredita nesse negócio de forma separada do conteúdo. Algo do tipo.
Fique com um exemplo que eu adoro. Mais uma vez "Natural Born Killers". Só essa cena é assim. Uma beleza.
Cenas fortes. O que de fato torna uma cena forte? No que diz
respeito à violência, nem sempre uma cena que possui algum tipo de violência (Física),
para mim, é de fato forte. Cresci assistindo filmes ditos por todos como violentos
e quase nunca fiquei impressionado de verdade. Desde pequeno eu sabia que tudo
aquilo: Sangue voando, cabeças rolando, pessoas partidas ao meio... Tudo isso
era artificial e não passava de artifícios “terrorísticos”.
Talvez eu não
indique nenhum pai deixar seu filho pequeno assistir tudo isso como se fosse um
desenho animado qualquer. Meus pais não sabiam que eu assistia e gostava desse
tipo de filme, até porque eu tinha uns 6, 7anos. Enfim, voltando ao assunto,
percebi que os filmes que realmente, para mim, possuem cenas fortes não são tão
espetaculosos no que diz respeito à quantidade de sangue e vísceras voadoras, pelo
contrário, são os mais “simples”. Já percebeu que essas cenas super
sanguinárias não te impressionam e outra cena onde é posto um alicate de corte
perto de um dedo, pode lhe gerar uma aflição maior? Está certo que esse exemplo
que citei tem outro fator que é o suspense do: vai cortar os dedos? Ou não? Um por
um? Ou só um? Sem rodeios. Cena forte é aquela que você assiste e sente como se
estivesse assistindo aquilo de verdade perto de você faz você, obviamente em
uma escala menor, bem menor.
Dentre as diversas fontes que se pode ter para a construção de um
espetáculo, costumo me inspirar mais em filmes. Se pudesse, apenas assistia a
filmes e discutia sobre eles. Acho incrível o material visual, sonoro e textual
que se pode tirar disso.
No caso deste processo, filmes com temática violenta são os que
tenho buscado. Existem os filmes que falam da violência da sociedade para com
um indivíduo, filmes de guerra, violência pela desigualdade social, filmes que
expressamNformas de violência. Mas os filmes
que mais me atingem são os filmes de HORROR. Violência objetiva. Violência nua
e crua. Sincera. Clara! É óbvia.
Para quem se interessar em clássicos do horror, descobri um blog
super interessante. É o SCARY TORRENT. Lá você pode encontrar um mundo de
filmes terríveis, ler comentários e sinopses e baixar com legenda em português.
Se você ainda não tem e/ou não sabe o que é TORRENT, vá atrás de ter/saber para
poder ir baixando seus filmes.
O próximo filme que vou assistir é FRISSONS do David Cronenberg. Parece que um dos primeiros. Muito sangue. Muita morte. AQUI O LINK DO POST. Deve ser bem bacana.
"Num condomínio fechado localizado em uma bela ilha canadense, os turistas estão lentamente cedendo à loucura. Um estranho vírus toma conta de seus corpos , infectando a todos. Os sintomas são incontroláveis: homens e mulheres são acometidos de acessos de violência e desejo... Não há como escapar, nem onde se esconder ...Enfim, entregam-se a um comportamento sexual animalesco e bizarro. Nonsense, humor penetrante, terror e morte, o filme mais escatológico de Cronenberg. Neste filme a mortal epidemia ganha contornos de uma doença altamente contagiosa."
Ontem à noite assisti a dois filmes ultra violentos e geniais.
Ambos com vários dedos do nosso querido Quentin Tarantino. Não são exatamente filmes de horror. São, sim. Não sei dizer. Mas a violência neles é direta e pouco psicológica. É ação e reação. Adoro.
O primeiro foi "Um Drink no Inferno" (From Dusk Till
Dawn),de 1996. Foi dirigido
e editado por Robert Rodriguez (super brother do Tarantino). O roteiro é do
Tarantino, mas a história é do Robert Kurtzman. Tarantino é estrela da primeira
sequência do filme junto com George Clooney, que faz seu irmão mais velho. Eles
são criminosos fugitivos que seguem com uma grana preta para o México. Para
chegar até a fronteira, os dois sequestram uma família de evangélicos. O pai é
o grande Harvey Keitel ("Cães de Aluguel", "Pulp Fiction... etc
etc), a filha mocinha e cristã é a super convincente Juliette Lewis e o filho é
um china que não atua tão bem. Mas chega de blá blá blá. É um filme
surpreendente, que tem uma super-mega-blaster reviravolta e VOCÊS TÊM QUE
ASSISTIR.
O segundo foi "Nascidos Para Matar" (Natural Born
Killers). Esse o roteiro é do Tarantino e do Oliver Stone, que também
dirige. Tem outros detalhes sobre isso. A Juliette Lewis também tá nesse. Na
verdade, só assisti logo em seguida do outro por causa dela. Fiquei com
preguiça de falar sobre o filme. Mas vejam o trailer.