terça-feira, 2 de abril de 2013

Violência em bom formato

Não sei. Não sei. Me disseram ontem, ou anteontem, que a violência maior em Plínio Marcos, ou nessas histórias cheias de coisas ruins, não estão nos palavrões e porras e fucks, mas no que se faz. Não sei explicar e não estou com paciência de parar agora. Por mais que em Nelson Rodrigues se falasse "pombas", as situações eram trágicas. Vejo as pessoas se confundindo quando uma história tem muitos palavrões, ou gritos raivosos. Elas ficam chocadas. Mas aí penso, se esse filme, ou peça, ou sei lá o que, não tivesse tantos palavrões e gritos, será que seria uma história chocante?
Não importa. Fuck of isso. Isso é apenas um caso. Ou vários. Estou sem paciência e não ligo se estou violentando com meu português e formas corretas de pontuação.

Minha mãe aabou de me dizer que revolta é diferente de revolução. Vejam os farrapos. Vejam os franceses. "Revolta dos Farrapos". "Revolução Francesa". Onde que as coisas deram certo?

Não importa se o filme está no formato de televisão, ou besteirol. Se o conteúdo for impressionante, as coisas mudam. Na verdade, importa, sim. Formato macio e fácil pode dar um ar extremamente interessante a assuntos pesados. A professora Roberta Matsumoto hoje disse que não acredita nesse negócio de forma separada do conteúdo. Algo do tipo.

Fique com um exemplo que eu adoro. Mais uma vez "Natural Born Killers". Só essa cena é assim. Uma beleza.


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