Toda vez que ele sobe, todo mundo fica olhando, ora, claro! Como não olhar essa tão diferente do que vemos sempre e sempre.
Pode almoçar, repetir se você quiser, aqui continua do mesmo jeito. Tudo caminha conforme você espera. Não sei muito bem o que fazer quando olho pra você, fico meio desconcertada, com medo das suas garras que saem do olho direito, apesar de saber que você tem dois corações e que neles cabe muito mais coisas do que tenho aqui no meu.
Gosto das suas unhas pretas saindo da barriga, elas combinam com você. Fazem uma perfeita composição, em contra, ao brilho do sol debaixo do seu suvaco. E o seu pelo, tão macio quanto uma bundinha de nenêm.
Não sei ler o seu todo, as suas entrelinhas estão tão escondidas quanto às tripas que percorrem o seu intestino delgado. E dão voltas tão bonitas quanto uma redondilha maior do jovem Camões preso às suas ambiguidades.
Ambiguidade é sua marca registrada no ponto de recôncavo distorcido como a árvore do cerrado.
Desculpa, to indo embora. Guardo suas poesias dentro do meu relicário.
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quarta-feira, 23 de abril de 2014
Lá vai!
segunda-feira, 14 de abril de 2014
SUPER SÓ
"Era uma manhã qualquer. Eu estava no balcão de uma padaria esperando sair o meu pão na chapa e meu café com açúcar. Enquanto isso, lia ao comics do Homem Aranha. Eu sempre fui fã dos super heróis. Lanterna Verde, Tocha Humana, Besouro Azul, Batman... E, claro, Mulher Maravilha.
Quando sentou-se ao meu lado uma mulher estranha. Percebi seu olhar curioso sobre mim.
Apesar de gostar de conversar com estranhos, preferi ignorá-la.
De repente, senti um sopro frio na minha nuca e como num passe de mágica, todos haviam desaparecido da padaria. O espremedor de laranja, antes frenético, calou-se. O silêncio era sepulcral. E eu lamentei que meu pãozinho ainda não tivesse chegado. Além de mim, apenas aquela ao meu lado.
Foi, então, que me virei e me deparei com dois olhos azuis muito frios que me fitavam. E, então, ela falou:
Quando sentou-se ao meu lado uma mulher estranha. Percebi seu olhar curioso sobre mim.
Apesar de gostar de conversar com estranhos, preferi ignorá-la.
De repente, senti um sopro frio na minha nuca e como num passe de mágica, todos haviam desaparecido da padaria. O espremedor de laranja, antes frenético, calou-se. O silêncio era sepulcral. E eu lamentei que meu pãozinho ainda não tivesse chegado. Além de mim, apenas aquela ao meu lado.
Foi, então, que me virei e me deparei com dois olhos azuis muito frios que me fitavam. E, então, ela falou:
'Super
Super Só
Prazer em conhecer
Eu sou Super Só
Eu tenho super poderes
Eu posso transformar
Uma noite quente
Num mergulho vazio
Posso transformar
Uma viagem romântica
Num passeio insólito
Posso transformar
O seu namorado
Numa estatua de gelo
Porque eu sou Super
Super Só
Prazer em conhecer
Eu sou Super Só
Eu tenho super poderes
Eu posso trasformar
A sua voz macia
Num uivo longínquo
Posso transformar
A sua infancia
Num tubo de ensaio
Posso sumir
Com seus amigos
No seu aniversário
Eu sobrevôo as multidões
Posso te levar... comigo
Super
Super Só
Prazer em conhecer
Eu sou Super Só
Eu tenho super poderes
Eu posso transformar
Os seus últimos dias
Numa folha em branco
Posso transformar
A sua amante
Numa boneca inflável
Posso guardar
A sua alma
Numa embalagem a vácuo
O meu escudo te protegerá
De todo calor... humano
Só'"
SUPER SÓ
uma canção de Miriam Virna
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sábado, 2 de março de 2013
sábado, 28 de abril de 2012
O Amor, Quando Se Revela
O Amor, Quando Se Revela
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Fernando Pessoa
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
terça-feira, 3 de abril de 2012
QUEM É ELA?
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sábado, 31 de março de 2012
O incesto
Tem coisas que acontecem na vida porque a gente bebe, outras tantas acontecem porque a gente vive. A vida é simples, sem mistificação, simples assim.
Eu estou entrando em lugares nunca desbravados nem imaginados, apenas desejados, aquele desejo que vem lá de dentro, sabe... Um incesto foi o que aconteceu. Era meu irmão agora é meu amante!
SEXO!!! Luta friccional entre dois corpos imundos com sangue correndo na veia. O mesmo sangue correndo na veia. Lugares diferentes. Prazeres inóspitos. Prazeres genéticos. Transei com meu irmão e foi muito bom!!! Estamos em família, somos muito parecidos, somos demais... podres demais. Com os olhos vendados para as indulgências plenárias que á acumulei. Olho para o céu, estou cercada de amigos, mas onde está Deus e quais são verdadeiros amigos.
Estamos cegos pela fumaça do Dunhill e da Absolut e Red Bull, Red Label! Só tomo destilados...
A pegada é a melhor, quando penso que quero um carinho ele faz, quando quero um toque ele já aconteceu, agora quero violência, nossa que brutalidade, cabelos, línguas, apertos, unhas, pegada perfeita, medida certa, TESÃO... SOMOS MUITO PARECIDOS, somos demais, podres demais. E o podre é uma delícia. Hummm... minha colcha ainda tem o cheiro dele. Foi bom, eu quero mais! Muito mais. Quero ficar em família.
Meu namorado não se importa, com certeza não se importa, pois nunca demonstrou nenhum ciúme do meu irmão. Pelo contrário, sempre foram muito amigos, sentam juntos para falar de futebol, tomam cerveja, falam sobre carros, abraços, tapinha nas costas... Tenho certeza que não se importaria. Está tudo em família.
Estou muito confusa, estou perdida. Mas para me encontrar precisei me perder antes, andar em outros lugares. Sentir outros prazeres. Já não sei quem eu sou.
Antes eu era assim:
Agora eu sou assim:
E o ‘eu’, também não sei de quem se trata.
Eu sou Iza Cavanellas:
Eu sou Giórgia:
“Eu já não sei quem sou eu e quem é este personagem que eu também não sei quem é” Iza Cavanellas. Hahaha, não precisa das aspas, a voz é minha, ou precisa... Onde começa e termina a atriz. Onde estão os limites da performance, porque existem as dicotomias saussureanas? Não sei! EU NÃO QUERO SABER!!!
O que importa é que eu estou arrancando sem anestesia o que eu tenho de mais podre dentro de mim e colocando em uma vitrine. Este é o meu tesouro, aí está o meu coração e eu adoro vitrines. Gosto de ser comentada. Gosto de ser eu, Iza, gosto de ser eu, Geórgia, gosto de ser você personagem que eu não sei quem é. Gosto de incesto, sexo, fricção familiar entre dois corpos imundos. Adoro quem leu este post e sabe que tudo isso é verdade. A isso eu dou o nome de cumplicidade, somos cúmplices a partir de agora, pois vocês já sabem do meu segredo: eu transei com meu irmão e foi muito bom!!!
Ass. GeórgIZA
quarta-feira, 14 de março de 2012
Isso pode?
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