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quarta-feira, 22 de maio de 2013

#PICNIK

No último domingo (19/05/13) rolou mais uma edição do PICNIK. Geralmente acontece no nosso Calçadão, mas dessa vez no Centro Cultural Banco do Brasil.

Pra quem não sabe, o PICNIK é um evento gratuito que começa durante o dia e pega parte da noite. Quem vai, encontra uma pequena feira com bancas de trabalhos independentes, que vão do artesanato, brechós, estilistas, revistas em quadrinhos, fanzines e Revista Samba, especiarias comestíveis e outras coisas que não me lembro agora. Música ao vivo e discotecagem dos mais variados estilos. Pessoas com cangas estendidas, que levam suas comidinhas, bebidas, fondue, crianças peladas, violão, chouw-chouws, taças de vinho. Um evento bem alegre e divertido.

Durante o PICNIK estava tentando pensar porquê eu tinha criado tanta expectativa, porquê estava tão contente. Via aquelas pessoas bonitas e moderninhas com suas câmeras analógicas e instagrans se esforçando em dar um jeito nos filhos agitados, e tentava entender porquê aquilo tudo era tão legal.

Cheguei à uma conclusão! E talvez até seja muito simples. Estar no PICNIK é como estar na praia, ou, como a gente fica tentando ser europeu, numa daquelas praças cheias de alegria que tem famílias e tudo mais. Brasilia é um pouco carente de programas diurnos. Temos o Parque da Cidade e outros lugares coloridos, mas eventos que aglomerem, integrem linguagens, que ofereçam oportunidades pra você não se entediar enquanto pega sol, não conheço muitos. Sem contar que é um ótimo lugar pra aliviar algumas carências, que podem ter os motivos mais superficiais, ou vindos das profundezas obscuras do ser e blá blá blá, até o simples fato de não querer estar só num domingo deserto em casa para ver vários amigos. Conhecer gente nova ouvindo um som bacana. Fazer compras se sentindo IN... INteligente, INterad@, INdependente. Cult, moderninh@, satisfeit@.

Acho que me confundi todo tentando deixar o último parágrafo abrangente, sintético, objetivo, pacífico e irônico na medida. É muita coisa pra dizer.

ANEXO "MEIÍSTICO":

"Tava ficando pessoal demais isso. Aí resolvi tomar para mim o trabalho e assumir logo esse tom pessoal do post. Quem fala aqui é a Karine e a função do dia era que nós dois, jornalisticamente, analisássemos o evento para depois contar aqui no blog. Eu fui, comprei uma água. Cheguei tarde. Antes fui na feira dos importados com minha mãe,  meu irmão e minha cunhada. Daí uma amiga de longa data me buscou em casa e fomos. Como falei, comprei uma água e fiquei observando o PICNIK numa onda "não estou me intoxicando", que tem tudo a ver com a cara endomingada da festa, como o Kael bem descreveu ali em cima. Ouvi de algumas pessoas uma coisa meio "aí, os hipsters estão invadido a cidade", mas aff, que preguiça. Nego tá tentando se divertir, ser estético, ser pra fora. Acho válido. Temos que ir e nós artistas devemos bater na portinha dos organizadores e dizer: ói, deixô mostrá uns trampo aê. hehe. não sei... algo do tipo. E é isso... Vamos celebrar a vida e levar os chows-chows para passear que eles são muito lindos e nobres."

Enfim, a noite veio. As bancas vão sendo guardadas e o tom da música muda. Agora não é mais lugar de criança. As pessoas levemente mais embriagadas assumem outra postura. Aquele comum estado de balada, de show no CCBB, de Balaio. Clima de paquera e conversas mais empolgadas. Noite, né? Noite brasiliense. À partir daí, o estado de percepção e crítica se diluírem, impedindo uma bela análise. Depois de algumas doses de sangria do Loca Como Tu Madre, realmente, relatar o que se sucede é um pouco difícil. O PICNIK faz sua parte aliviando, agora, outras carências... Aquelas que costumamos aliviar em qualquer outro lugar numa noite comum.

Foi o que ficou do PICNIK: O que gera expectativa e marca é o prazer da aglomeração vespertina. E um lindo pôr-do-sol escondido atrás do prédio do banco. 




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Pra quem ainda não conhece o PICNIK, clica nessas letrinhas com cor diferente. 
E os amigos do Grupo Liquidificador, SAMBA e Loca Como Tu Madre valeu-valeuzão
E no Instagram @picnikbsb #revistasamba @locacomotumadre                                      

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O lado amargo

Adoro festas.
Quem me conhece sabe de verdade o quanto eu gosto de dançar e ver a camisa molhando de suor, morrer de rir, brincar e estar com meus amigos.

Lindo! Na nossa festa do bambuzal todos tinham uma função, O Fernando ia vender cocaína russa (e ele gosta disso, kkk). O Tiago ficou por montar tudo. O Kael driblando as intempéries de fazer uma festa no meio do mato. O Glauber idealizando a festa como um todo. Karinne e Fernanda fazendo contas.
E, o lado bom de trabalhar com amigos, é saber que eles te conhecem... Estou dizendo isso, porque minha função na festa era me divertir. Só essa! Me divertir!!! Foi muito legal, me diverti mesmo...

E agora exatamente no meio da minha jornada, eu penso que eu deveria ter aproveitado muito mais esse tempo de divertimento, apenas ele, sem mistificação alguma. Ele por ele. Dança por dança. Beijo por beijo. After sem cálculos.

Pois conhecendo o lado amargo da festa, é sangue por sangue e lodo por lodo. E nada mais além de faíscas.

Alvará, ECAD, Juizado, CONICveidaporra, strobo, DJs, CAIXA, bar, segurança, brigadista, bilheteiro, cabocerveja, traz+cerveja, pau-som, conserta-som, volta-som, consertonão, volta pra o lugar da taverneira, pau-som, sobe-cadeira, ufa,cabô. Reclamam- #cabôbaianidadesporra?, elogiam #poderiatoca+", povoláfora, entrapovo, saipovo, calcula, calcula, apagincêndio. segurançaquercasinha, podenãonein, contratinhoaté7, mandimbora, izadismanda.

E dança... mas com vigor mortis, et nunc. Just dance!!! That's impossible.
Pára pra ver como está a bilheteria, quer cama, sem ninguém, só cama. travesseiro de oncinha peluda e mais nada. Pode não, vai dançar que acorda!

E cá estamos indo pra terceira festa, mais fortes que ontem, mais fracos que amanhã, mas tão fracos quanto um graveto verde de uma goiabeira, que enveeeeeeeeeeeeeerga e volta. O céu é tão cinza e embassado que... porra?!

Exatamente a 01:55 da manhã coloco a música do Evanescence e começo a escrever esse post. Peguete fala comigo no face, "cara, hoje eu num to boa!", ele some. Música que eu usei na minha cena de mulher do comandante, antes disso tudo aqui se tornar realidade. Totalmente equivocada, eu sei, mas me ajuda a sofrer mais rápido, sofro tudo logo de uma vez e nesta última linha as lágrimas já secaram e eu to pronta pra próxima pancada.

Estamos.
Acabando a cada dia, uns dias mais que os outros. Mas hoje ainda estamos juntos...






domingo, 15 de julho de 2012

A expectativa da festa "surpresa"

Essa semana foi lotadíssima de festas e comemorações e por isso foi difícil escolher uma pra falar. Merece nosso, 'eita porra!' a Festa de aniversário do Liquidificador. Parabéns, coisa lymda!
Merece nosso 'benza Deus' os amigos do sertanejo curtindo um Green Day, Red Hot e blázzz no dia do rock em pleno O'rilley! A alma se eleva muitíssimo!!!
Merece nosso 'ai delícia' o rodízio de risotos seguido de um 'assim você me mata', graças a Luciana Magalhaes, palhacinha! Encomendou um DVD do Michel Teló e me deu de aniversário. Simplesmente inacreditável o investimento na sacanagem deste ser humano.
Foi difícil escolher mas o que merece atenção nesse post é isso aqui:



Chego em casa, na quarta-feira as 6:30 da matina e dou de cara com uma casa diferente da minha. Sem os sapatos espalhados pela casa, sem as roupas jogadas no chão nem tampouco as louças lotando a pia da cozinha. Dizem as más línguas que havia uma meia no meu fogão, eu duvido muitíssimo!
E não pára por aí, um monte de cartazes pela casa. e recadinhos e fotos dos meus amigos...

gente... isso foi bom demais! Quando eu começo a ler os cartazes dou de cara com "somos feitos de silêncio e som..." e aí eu tive certeza que, quem havia passado por ali eram pessoas muito, mas muito íntimas mesmo! Que conhecem os meus devaneios preferidos e romântismos bregas e múltiplos. Isso nos faz amigos de sangue! Gastar tempo com o outro é uma prova de amizade eterna, porque o bem mais precioso do novo milênio é sem dúvida alguma o tempo!
Eu não entendo como tem gente que não gosta de aniversário. Alíás entendo sim., deve ser quem não tem os amigos que eu tenho.


Mas antes desse momento 'oh my God!', a exemplo de Machado de Assis, vamos fazer uma digressão.
Estou eu no meu trabalho caixístico e PÁ! Chega um e-mail de um amig@ falando mais ou menos assim:
gente, vamos enfeitar a casa da Iza para homenageá-la pelo seu aniversário. Então se alguém tiver um recadinho pra colar na casa dela, mande por aqui, ou ainda eu posso ir buscar. Me liguem.

Momento bom, palas de riso ao longo da eternidade daquele dia, sem contar que, saber que fui lembrada, e ainda duas vezes... É bom demais!!! E fico na indecisão... Morrendo de vontade de responder o e-mail dizendo 'o que eu tenho que levar pra esse balaco?'  Mas me seguro e sigo o conselho da Sabryna que fala, não faz isso, Iza! Essa menina tem o coração bom!!!
E me contento em ficar na expectativa da minha festa surpresa. Esse é um tipo de festa único. Surpresa, mas nem tanto... Mas não se preocupem, eu ainda estava na expectativa do que iria acontecer e se vocês teriam coragem de limpar aquela bagaça do dia anterior...

Eu sabia que as comemorações do meu aniversário eram múltiplas, mas elas extrapolam até quando eu não estou presente. Rolam livres, leves e soltas, afinal de contas, transformar um chiqueiro, num castelo, deve ter sido triunfal!

Adoro festas, amigos (meus) e aniversários (múltiplos). opa só me chamar!

Dia 12 mais lindo de todos!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

ANIVERSÁRIO ELÉTRICO

Amigos, colegas, amantes

NESSA QUARTA-FEITA (11/07/12) O GRUPO LIQUIDIFICADOR COMEMORA SEU ANIVERSÁRIO NA UNB.

"ANIVERSÁRIO ELÉTRICO"

Uma festa punk-pop que contará com ilustríssimos e belos convidados musicais e performáticos:

DJ 4tuna
BANDA Quarto da Bia
Marco Michelângelo

ANIMAÇÃO DE FESTA
Lady Silvini

ALÉM DISSO, NOSSO GRUPO FARÁ UM LANÇAMENTO LITERÁRIO EM FORMA DE FANZINE: "ULTRA-ROMÂNTICO"


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LOCAL: Bambuzal que fica ao lado da quadra poliesportiva, ao lado do Banco Santander (exBancoReal), ao lado do CHICO MENDES - UNB

DIA: NESTA QUARTA (11-07-12)

HORA: 21H

Não entendeu? Ligue:
8544-2928/8301-2905/9633-8711




VOODOOHOP




Antes de falar da minha festa, tenho que fazer uma pequena introdução para entenderem ao máximo o que eu quero falar e sentirem ao menos um pouquinho disso.
Na minha infância era praxe passar as madrugadas conversando com minha tia. Numa dessas, envolto em fumaça de incenso e cigarro, ela me disse que gostava da noite porque ela é melhor, não te exige, não te julga, não espera nada. As pessoas da noite são mais interessantes. Nunca esqueci isso.
A noite as pessoas se soltam, se vestem, se despem. Você pode ser quem quiser. Quem nunca saiu um dia e mentiu o nome experimentando ser uma pessoa completamente diferente? Quem não fez, recomendo. No dia seguinte vc pode não lembrar de nada, ou querer não lembrar. A noite te permite.
E foi assim que essa minha tia me levou a uma boate quando tinha 7 anos, aniversário de um amigo, camarote separado. Mal sabia eu que 11 anos depois estaria trabalhando ali. Não parei mais.
Coloridas.Blackout.Swinger.Eletrônica.Sertaneja.Hetero.Homo.Samba.Pop.Sado-Maso.Artisticas.Gregas.Góticas.
É difícil escolher só uma festa pra falar aqui, principalmente quando sua vida é tomada delas. Com três festas por semana, há 10 anos, temos uma média de 1440 festas, 7200 horas que dão 300 dias. Daqui a pouco posso dizer que já passei um ano inteiro em festa.
Pra escolher uma, tinha de ser A uma. A que mais me identifico e que mostra esse mix das 1440.
Escolhi a Voodoohop.

Voodoohop Neon Ritual from The Silent Walk on Vimeo.


A Voodoohop começou em São Paulo com a idéia de revitalizar lugares abandonados. A festa é itinerante e sempre acontecem nos mais diversos locais, prédios, puteiros, chácaras e afins. É uma mistura de idéias e sensações, música e arte se encontram com djs, vjs, bandas e performances. A entrada ainda é free pra quem vai de bicicleta ou fantasiado na temática da festa. E que temáticas! Neon Ritual, Baile de Los Muertos, Gente Que Transa, Solstício Pagão e vários outros. A forma fez sucesso e hoje a Voodoohop passa também por Brasília, Rio, Salvador, Londres, Paris, Berlin, Madrid, Istambul, Nova Iorque e mais.
Ao ser convidado pra trabalhar nela fiquei lisonjeado, os preparativos começaram. A Voodoohop do Solstício Pagão ocorreria simultâneamente em várias cidades do mundo, exatamente no dia do solstício. Uma espécie de Sabbath de Litha hedonista. O local escolhido foi um clube amplo, com grama e instalações diversas. Uma espécia de tenda inflável foi armada em um ponto, foco de luz, recheada de tintas e panos, chitas, muitas estampas. Além das tendas dos djs, fizeram um enorme círculo de fogo, para o grande ritual. 



Escolhi representar o grande Deus Chifrudo, nossa performance (minha e da minha prima, com quem trabalho) era bem ritualística. O Deus Chifrudo com seu falo ereto que gozava álcool na boca de quem quisesse ser abençoado. O álcool entrava e as pessoas se soltavam, cera quente que dói, mais luzes, cânticos eletrônicos. Mais álcool. Quem quisesse se despia, as chitas rodavam transformando tudo num grande kaleidoscópio. Mais álcool. A cera quente não dói mais tanto. Meninas de biquini pintavam umas as outras com um pau de borracha. Espera, isso foi nessa Voodoohop ou em outra? Mais álcool. A cera quente de repente fica incrivelmente sexy. Uma menina vem chorando, se ajoelha perante a mim e pede um homem, entoo um canto qualquer e finalizo despejando álcool na boca dela com o falo do Chifrudo. Não basta. Ela paga o falo e se molha inteira, dando um banho de vodca em si mesma e finalizando beijando meu próprio membro por cima da calça. Mais álcool. Caio. O bombeiro quer me costurar, tenho de ir pro hospital. Não quero. Não posso abandonar o ritual agora. Na embriaguez peço uma linha da roupa do bombeiro pra me costurar, ele diz que não. Recuso-me a ir e continuo aberto mesmo. Mais álcool, mais tinta. Abraços, beijos, lágrimas, alegrias. Tudo assim, com desconhecidos. Não fala seu nome, não estraga o momento, deixa eu escolher um pra você.



No horizonte o sol começa a levantar, é feito o último círculo. Hora de ir embora. Mais um ritual feito, mais pessoas felizes, menos lembranças na mente. Mais uma noite.






O grande kaleidoscópio voodoo: http://inoyan.narod.ru/kaleidoskop.swf