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terça-feira, 15 de abril de 2014

Ditando o clima.

Algumas obras da televisão contemporânea têm aberturas que são verdadeiras preliminares, deixam o espectador aquecido pra ação que vem na sequencia. Brincando com o clima de tensão e te seduzindo pro tópico a ser tratado, algumas vezes o capitulo em si deixa a desejar em relação a esse primeiro minuto de exibição.


vejam também a de True Detectives que o youtube não me deixa incorporar 


Essas pra mim são, nesse aspecto -expectiativa/tensão-, as que mais me afetam.
Deixei alguma imperdivel de lado?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

tv #1. Michael C. Hall

Todos devem já ter pelo menos ouvido falar do seriado Dexter da Showtime. Com sua 8a temporada marcada para estrear em junho deste ano nos Estados Unidos, hoje em dia eu arriscaria dizer sem nenhuma estatística em mãos que Dexter Morgan é um dos serial killers mais amados da ficção.

Como não amar? Delicinha.

Para quem não sabe Dexter é um assassino em série que vive sob um rígido conjunto de regras que o leva a matar apenas criminosos que escaparam à justiça tradicional. Talvez isso ajude a eliminar os possíveis conflitos morais que o publico poderia ter em relação as atividades praticadas pelo personagem e contribuam à legião de fãs que acompanham sua trajetória. Já eu gosto de pensar que a inspirada interpretação do Michael C. Hall torne praticamente impossível não ser conquistado pelo assassino. E não nego que sinto também uma satisfação sádica ao vê-lo fazendo justiça com as próprias mãos, fazendo os criminosos provarem de seu próprio veneno. Não deveria ser tão prazeroso, ou deveria?



Mas nem todo mundo sabe que Michael C. Hall já teve contato direto com a violência em outro sucesso da televisão americana. De 2001 a 2005 ele foi David Fisher um dos irmãos donos de uma funerária no clássico da HBO Six  Feet Under. Homossexual, o irmão do meio da família Fisher vivia com a violência, não apenas da repressão social que obviamente sofria, mas também da repressão e da culpa que infligia a ele mesmo. Em um capitulo inesquecível da série David é vitima de um violento sequestro relâmpago onde com gasolina jogada pelo corpo sofre a ameaça de ser queimado vivo. Esse trauma segue ele até praticamente o fim da série e podemos dizer que conviver diariamente com a morte como fonte de renda fez pouco para ajuda-lo a superar. Mais uma vez a sensibilidade do interprete, Michael C. Hall, nos leva a sentir
todos esses efeitos da violência. Impossível não ficar com essas cenas na cabeça e com a sensação no estomago.



Ps: Dexter da vida real? Acho que não...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"Por favor, não matem meu filho!"

Numa certa manhã de segunda-feira, estava eu tomando café da manhã. O dia era ensolarado e o bom humor baixou em mim. Isso, em uma manhã ensolarada de segunda-feira, é tão raro de acontecer comigo quanto vou visitar mamãe.

Passava aquele honesto programa da Ana Maria Braga na televisão. 

Após ela terminar uma receita impossível de fazer com o que costumo ter em casa, o clima baixou, a música de tragédia começou e ela anunciou a notícia: MAE ESCUTA POLICIAIS ATIRANDO EM SEU FILHO ADOLESCENTE ATRAVES DO MURO. Ana Maria, com ar dramático, pediu pro fulano soltar o vídeo. 

Um garoto sendo acuado por uns 4 policiais num muro de concreto. Ele estava sendo espancado, xingado, e escutando tudo aquilo que um bom servidor diz pra um elemento. Daí um dos grandões saca um pistola e dispara uns dois tiros no peito do garoto. Ele reage com "ais!". A mãe gritava do outro lado "por favor, não matem meu filho!", e nada. O menino continuou de pé, mas fraco. Chorava de dor. Ou medo, desespero. Ele tentava deitar mas os policiais não deixavam. Mesmo baleado, os "canas" continuam a humilhação sem se importar com a mãe histérica do outro lado do muro.

Não me lembro do resto. Não lembro o que Ana comentou. Mas lembro que isso mudou o meu dia.