segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

tv #1. Michael C. Hall

Todos devem já ter pelo menos ouvido falar do seriado Dexter da Showtime. Com sua 8a temporada marcada para estrear em junho deste ano nos Estados Unidos, hoje em dia eu arriscaria dizer sem nenhuma estatística em mãos que Dexter Morgan é um dos serial killers mais amados da ficção.

Como não amar? Delicinha.

Para quem não sabe Dexter é um assassino em série que vive sob um rígido conjunto de regras que o leva a matar apenas criminosos que escaparam à justiça tradicional. Talvez isso ajude a eliminar os possíveis conflitos morais que o publico poderia ter em relação as atividades praticadas pelo personagem e contribuam à legião de fãs que acompanham sua trajetória. Já eu gosto de pensar que a inspirada interpretação do Michael C. Hall torne praticamente impossível não ser conquistado pelo assassino. E não nego que sinto também uma satisfação sádica ao vê-lo fazendo justiça com as próprias mãos, fazendo os criminosos provarem de seu próprio veneno. Não deveria ser tão prazeroso, ou deveria?



Mas nem todo mundo sabe que Michael C. Hall já teve contato direto com a violência em outro sucesso da televisão americana. De 2001 a 2005 ele foi David Fisher um dos irmãos donos de uma funerária no clássico da HBO Six  Feet Under. Homossexual, o irmão do meio da família Fisher vivia com a violência, não apenas da repressão social que obviamente sofria, mas também da repressão e da culpa que infligia a ele mesmo. Em um capitulo inesquecível da série David é vitima de um violento sequestro relâmpago onde com gasolina jogada pelo corpo sofre a ameaça de ser queimado vivo. Esse trauma segue ele até praticamente o fim da série e podemos dizer que conviver diariamente com a morte como fonte de renda fez pouco para ajuda-lo a superar. Mais uma vez a sensibilidade do interprete, Michael C. Hall, nos leva a sentir
todos esses efeitos da violência. Impossível não ficar com essas cenas na cabeça e com a sensação no estomago.



Ps: Dexter da vida real? Acho que não...

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