Páginas

domingo, 18 de dezembro de 2016

Trilha Sonora "Sete a Um Contra Tebas"





O Teatro Elétrico, chegou na sua segunda turma, montamos a peça  "Sete a Um Contra Tebas", uma reescritura do texto do Ésquilo "Os Sete Contra Tebas".

Aqui a gente deixa a trilha sonora da peça, como indicações de músicas para ouvir em algum momento x naquele lugar y...


David Bowie - Warszawa






David Bowie - Heroes





David Bowie - Pallas Athena





Gilberto Gil e Rogério Duprat - Retreta








 DJ Bruno Antun - Ilariê About Gender Baby -

 Planningtorock ft Xuxa

(inédita na internet)




Inês Brasil - Águas de março 






Tulipa Ruiz/Gustavo Ruiz - Físico 






Banda Recalque - Bebe Mais Amiga






Sigur Rós - Dögun






Joana Duáh - Black Or White






Ninja Hatori - Abertura








 DJ Bruno Antun - Sample Game of Funk

(inédita na internet)




Heitor Villa-Lobos - Bachianas Brasileiras No. 5






Adriana Calcanhotto - Remix Século XX



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Matéria visual da matéria orgânica!







Imagina a sua mão em uma grande tela. É a sua mão, carne, pele, sangue, unhas. É a sua mão, tão essencial, que manipula matéria. Garfo, faca, copo, lápis, teclado do celular, serve o café, pega o guardanapo, escova de dente, apoia no chão pra levantar, abre a carteira, segura o tablet, toca você mesma e toca alguém, o corpo de alguém, peito, barriga, bunda, rosto, pé, vagina, clitóris, pênis, pescoço, cabelo, boca. A sua mão. Mas agora ela tá ali, em uma tela. Representada. É a representação da sua mão, parte tão essencial, tão presente em tudo, tudo, tudo que você faz na sua vida. Agora ela tá ali. Só a imagem. Você prefere ver ela se mexendo ou imóvel? Isso importa?

Imagina o seu pé em uma pequena tela. É o seu pé, carne, pele, sangue, unhas. É o seu pé, tão essencial, que manipula matéria. Anda, corre, empurra o chão, empurra o tapete, pisa na grama, encosta na porta, sobe a escada, esfrega no outro pé pra lavar, bate no pé da mesa (AI!), pula obstáculos, empurra a terra pra tapar o buraco. O seu pé. Mas agora ele tá ali, em uma tela. Representado. É a representação do seu pé, parte tão essencial, tão presente em tanta coisa que você faz na sua vida. Agora ele tá ali. Só a imagem. Você prefere ele se mexendo ou imóvel? Isso te importa?

Calma aí, mas é o outro que tá controlando? Não é meu corpo pele/osso/cérebro. Eles estão sendo manipulados por alguém? Alguém filmou tudo enquanto eu não via (ou via? será que foi eu?) de vários ângulos e de várias distâncias. Muito perto! Olha as pequenas rugas bem de perto formando ondas de areia, obstáculos tortuosos e linhas paralelas. Muito longe! A mão é um inseto com cinco patas.

Eles perguntam, eles me perguntam se agora eu percebo a diferença. Eles dizem que não é a minha mão ou meu pé, é representação. O outro criou tudo pra mim, pra eu me ver e me sentir completa. "Te representa sim! É representação! É símbolo, linguagem e comunicação! Matéria visual da matéria orgânica!"

Mas eu acho que sou eu mesma. É que tudo isso é só uma expansão.


É meu corpo alargado. Filmaram meu pé, postaram no facebook. Filmaram minha mão, tá lá. Tá tudo sendo exposto pra todos manipularem com os olhos. O meu corpo vive agora constituído de duas matérias que se relacionam. A carne e a imaterialidade dos likes e visualizações. Temos aqui outra continuidade. O celular é minha terceira mão. A câmera é meu terceiro olho. Minha página no facebook é meu território, a ponta dos dedos das minhas mãos no teclado do computador também é meu pé, eu caminho. Eu olho e me identifico.

O oco, assim como a carne, também pulsa.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

[ThereMIM] de mágica e tecnologia

Wkipédia diz:

"O teremim é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos, controlado sem qualquer contato físico pelo músico. Seu nome vem da versão ocidental do nome do seu inventor, o russo Léon Theremin, que patenteou seu dispositivo em 1928. O instrumento é controlado através de duas antenas de metal, que percebem a posição das mãos do músico e controlam osciladores de frequência com uma das mãos, e com a outra a amplitude (volume), de forma que não seja preciso tocar no instrumento. Os sinais elétricos do teremim são amplificados e enviados para um altifalante."
(pq não nasci russo? - aposto que seria astronauta ou bailarino do balé Bolshoi) 

pronto, isso é um theremim e é bem loco né?! vc toca sem tocar, é tipo magia estética científica!!!!! tudo ta junto e a gente para de separar por favor!!! ou tu vai me dizer que seu celular não é mágico, que a internet não é um poder sobrenatural. Cara!!!! tu abre milhões de portais por minuto, faz telepatia, e guarda um monte de memória na caixinha preta (que byTheWay é um espelho) . ok! ciência e magia voltando as raízes e se juntando outra vez. Só isso. THEREMIM querido ja voltei pra ti.

olha esse garoto praticando magia (escuta essa música cafona e chora comigo)

E essa Bruxa aqui???!!! 


Socorro! pode chorar de novo. É Clara Rockmore o nome dela ta!

me lembra Nikola Tesla e os raios mágicos científicos, o controle da natureza. É MUITA TECNOLOGIA!! vocês não ficam assustados? me da vontade de viver e morrer... ao mesmo tempo.

Tudo isso foi baseado numas tais ONDAS MARTENOT, Wikipédia ajude-me: "As Ondas Martenot (em francês: Ondes Martenot, õd maʀtəno), ondium Martenot ou ondas musicais é um instrumento musicaleletrônico com teclado, criado em 1928 por Maurice Martenot. Trata-se de um dos instrumentos musicais electrónicos iniciais, e era originalmente muito semelhante ao teremim. Produz um som ondulante com válvulas termiónicas de frequência oscilatória. As ondas Martenot foram usadas por vários compositores, em especial Olivier Messiaen, que para a sua obra "Fête des Belles Eaux", escrita para a Feira Mundial Internacional de 1937 em Paris as escolheu. Seguiram-se vários trabalhos, como a Turangalîla-Symphonie, Feuillets inédits, e Trois Petites Liturgies de la Présence Divine a sua ópera Saint-François d'Assise usa três ondas Martenot. Muitas das obras foram escritas para a sua cunhada, Jeanne Loriod, que foi professora de ondas Martenot no Conservatório de Paris."

Escutemos:



Assustador, vanguarda e Urânico (♅ ♅ ♅ ♅ ♅ ♅ ♅ ♅ ♅ ♅ ♅ ♅ )

- Qual a conclusão? 
- me diga você! 
- Qual a má notícia?
- ESTA:



- E a boa notícia?
- ESTA:

http://pt.wikihow.com/Construir-um-Theremin 

Tudo é devaneio um beijo!




sexta-feira, 21 de outubro de 2016

                            DIANTE DAS DEFINIÇÕES, AS CIGARRAS NÃO PARAM!


Quem sou eu, se me vejo como reflexo no outro, mas sei que o outro não sou eu...

                                                                      E se o outro for meu oco disfarçado? 

Porque temos esta necessidade abrupta de nos definir se estou em processo de definição?

                                                                     E quem me define?

E de onde vem a definição sobre mim?
                                                              De mim? 
                                                              Do outro? 
                                                              Do oco? 

                                                 -  Onde sou oco/onde sou eu/e onde é o outro? 

Estes questionamentos me fazem pensar sobre o processo de encontro.
Essa tal arte do encontro que muitos estão ensimesmados em encontrar respostas.


E...

Este encontro é Comigo? Com o outro? Ou com o oco?

-Okay! Confesso, não sei!

Mesmo em devaneio o que apetece aos meus olhares, dizeres e prazeres não são as definições e muito menos a tais respostas, mas sim, a BuScA!

A Busca?
           Encontro, talvez?
De quê?

- Novamente, não sei! 

Só sei que o rito me comove.     O mito me instiga.     O sagrado me mobiliza.

As formas são possivelmente sugeridas, mutáveis e até dobráveis. 

Não sei quem fui, o que fomos e sei lá, se seremos.
Não sei se sedimentarei algo ou o que será do algo que não compreendo...
As necessidades de se estar em um lugar definido e estável não é  Real...

O que é  Real? 
             O que é  palpável?  
E quem define o palpável?  
             A matéria?

PenSo, loGo mE siNto toRta paRa o OCO.

Ele sim me parece mais real, por muitas vezes...

- Mas o Oco? (Semblante de espanto) 


Resultado de imagem

Pasmem! A partir dele me sinto mais confortável e consigo vislumbrar tudo mais liberto dentro de uma linguagem metafísica que este meu corpo não conhece.
- Evito definições e isto me provoca o questionamento.
Consigo pressentir que mesmo sendo oco
                                                                  absorvo 
                                                                                ideias, sensações...
Efemeridades muito mais autênticas que este corpo cru, bem definido e condicionado não se esmera por não se encontrar preparado.

O oco seria o meu lado disforme. O avesso de mim...

- Avesso de quem, se não sei quem sou?

 A ideia de pensar sobre, me envolve. Porém, é um risco contraditório "pensar", porque imediatamente o pensamento se prontifica a definir. E a definição nos categoriza a uma falange pueril do que somos nós: ocos com pés a mostra para novas elucubrações...

Élia Cavalcante