sábado, 3 de março de 2012

Do texto para o palco, do palco para o mundo.



Não é fácil pensar na montagem e concepção de um espetáculo, aliás, na realidade é muito complexo! Entretanto, mais complexo ainda é imaginar que este espetáculo estará dentro de uma engrenagem em que funciona a sociedade, uma roda viva que concatena as artes, as tendências, os movimentos...
Mesmo que despretensiosamente haverá este posicionamento, seja de negação ou reafirmação. É muito interessante, por exemplo, quando no meio de um processo, descobre-se outro que bebeu das mesmas fontes de composição estética e teórica, é uma onda, deve-se observar se estamos nela, ou não. Também é bom não estar, ambos são bons, desde que sejam exclusivamente pautados pela verdade, sempre.
No processo de transposição da linguagem literária para a linguagem cênica, além de todas as escolhas estéticas referencias, é necessário que se faça a partir da leitura do texto literário, o posicionamento perante ele. Isso significa muito, a definição do grau de fidelidade, lembrando que a fidelidade por si é nula, exige-se um posicionamento artístico.
Depois de concebido, o espetáculo é entregue ao mundo. É um presente, um presente que se gastou tempo, pesquisa, estudo para que ficasse pronto. O custo é elevado, muito mais que dinheiro ou bens materiais custa força vital.
FORÇA VITAL...


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