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quarta-feira, 19 de abril de 2017

O que é Chullachaqui?


O chullachaqui é um ser da floresta que toma a forma corporal de uma pessoa próxima de quem o vê. O chullachaqui é um oco da pessoa. Dizem que cada um de nós tem um correspondente igual a nós caminhando pelo mundo, só que oco. 
Ao encontrar com um chullachaqui, só se sabe pelos pés que este não é realmente a pessoa que conhecemos. Este ser fantástico produz a imagem e semelhança de pessoas queridas, mas um dos seus pés é uma pata de bicho, de galo, de tartaruga, de bode, de javali, de qualquer criatura animal não-humana.

Os chullachaquis podem também estar nas fotos, nos avatares digitais, nos perfis de redes sociais e em qualquer lugar onde o oco de humanos se proliferem. Caso a pessoa seja enganada pelo chullachaqui ela se perderá pra sempre na floresta ou nos imensos labirintos de Bits que as redes infinitas nos proporcionam. É preciso ter cuidado!

Então lembre-se da próxima vez que for interagir em ambientes digitais com muitos ocos por bit quadrado, peça sempre uma foto dos pés da pessoa do outro lado da tela. O chullachaqui tem apenas um pé humano.

Carta do chullachaqui na TecnoMagia

sexta-feira, 24 de março de 2017

TecnoMagia - Fotos: Thalita Perfeito



 TecnoMagia

FOTOS DOS ENSAIOS GERAIS 

Fotos: Thalita Perfeito









































CARTAS da TecnoMagia



Em TecnoMagia o Liquidificador dá um passo diferente na ivestigação de formas relacionais com o público. Desta vez o espectador participante é recebido em uma arena de jogo composta apenas por objetos dispostos pelo espaço. Cada sessão de TecnoMagia é única porque sua dramaturgia é construída durante a sessão a partir de cartas tiradas na sorte pelo público. São doze cartas arquetípicas que norteiam o acontecimento, vão ser tiradas apenas três cartas por dia que darão o tom do acontecimento tecnomágico. Dentre as doze figuras do jogo estão: O Outro, O Monstro, Ciborgue, Fake, Troll, Xamã, A Inteligência Artificial, Stalker, Vidente, Hacker, Chullachaki e A TecnoMagia.
Mundos distópicos? Futuros? Ou estamos num labiríntico jardim? Um jardim de objetos repleto de sendas que se bifurcam cada vez que se passa por uma. Uma janela abre uma nova aba que abre um poup-up, que abre uma nova janela e assim também é composta a dramaturgia do espetáculo, um labirinto repleto de portas e possibilidades.
No jogo proposto pelos intérpretes Fernanda Alpino, Fernando Carvalho e João Quinto cada pergunta é respondida com outras duas perguntas, e essas duas perguntas respondidas com outras duas perguntas cada, um constante bifurcar de questões, imagens e situações. 
Toda essa multiplicidade de sentidos gera uma atmosfera onírica compartilhada com o publico que questiona a todo momento a dicotomia entre tecnologia e magia. Não seria a m
agia uma forma imaterial de alterar a realidade material? E o mesmo não pode ser dito da tecnologia com a qual vivemos cercados hoje em dia? Dentro do rito-cênico proposto pelo Grupo Liquidificador somos convidados a um mergulho no presente que ao mesmo tempo teme e ambiciona as possibilidades de futuro e onde nossas identidades são questionadas a todo instante .